Professores fazem espectáculo vibrante e glamoroso na celebração dos seus “15 carnavais”  

O grupo dos Professores ofereceu um espetáculo que nutriu a alma do público com muita energia, cores e luzes para assinalar os seus “15 anos de carnavais”. Foi um desfile glamoroso com muitas estreias: pela primeira vez a agremiação trouxe uma Comissão de Frente constituída por 12 alunos do ensino secundário, uma Rainha de Bateria e um andor merecedor do nome onde mostrou uma série de imagens inesquecíveis dos preparativos e desfiles anteriores, transformando o seu desfile numa autêntica celebração da criatividade, da cultura e da euforia.

A “turma” dos professores entrou na avenida com o samba-enredo “15 one de saberes e folia”, contado por mais de 400 foliões, distribuídos por 10 alas – mundo encantado e em transformação, fauna, flora, mar, São Vicente, profissões, etc. – , trajados com fantasiais marcantes destes carnavais do passado. As alas tinham também mais componentes, o que contribuiu para alongar o cortejo na avenida. 

Rainha de bateria Telma Veríssimo e mestre Vady Dias

Os trajes, como já é tradição do grupo dos professores, foram confeccionados com materiais reciclados e restos de outros carnavais, misturados com apetrechos modernos para conferir mais brilho e beleza. Na comissão da frente, um grupo de 12 alunos do ensino secundário executou uma coreografia enérgica com cadeiras, que remetia para as salas de aula, enquanto o Mestre-sala e a Porta-bandeira, encarnados pelos professores Nilton e Vinica Chantre, trajavam trajes em homenagem à nação cabo-verdiana.

Mestre-sala Nilton e porta-bandeira Vinica Chantre

À frente da bateria, Telma Veríssimo dançou e interagiu ao longo do desfile, numa grande sintonia com o público, que a apoiou e aplaudiu. Em suma, o grupo fez um desfile perfeito, energético e muito criativo, que surpreendeu pela positiva o público, que lotou as ruas da morada, ao som de uma música da autoria do maestro Vady Dias e interpretada por professores. 

Andor todos os carnavais

Segundo Bibia Silva, o grupo conseguiu concretizar o projecto idealizado e surpreenderam o público com a qualidade do trabalho apresentado. “Fizemos um grande desfile, trouxemos um andor mais robusto e mais carnaval, que traduziu os 15 anos da nossa história. Superamos as expectativas iniciais em termos de figurantes. Prevíamos ter 300 foliões e ultrapassamos os 400.” 

Esta responsável explicou ainda que os trajes dos foliões contam a história do grupo porque os temas tratados em anos anteriores estavam retratados em cada ala e eram facilmente identificados pelo público. Questionada sobre a decisão do grupo de manter a sua matriz de reciclagem, Bibia Silva justificou dizendo que, como educadores, é sua pretensão continuar a sensibilizar as pessoas para a problemática ambiental e mostrar que é possível fazer um carnaval bonito e de baixo custo. E o resultado esteve patente para todos.

Rainha e Bateria

“O nosso projecto do carnaval para este ano ultrapassou os dois mil contos pela primeira vez. Isto porque não usamos apenas desperdício. Para brilhar temos sempre de comprar alguma coisam, com por exemplo purpurina, pedras e outros adereços,” acrescentou.

Após o desfile dos professores, as ruas de moradas foram tomadas por mandingas de Espia, Fernando Pó, Fonte Filipe e Ribeira Bote, que se uniram num projecto inédito denominado “Mandingas de S. Vicente”, num caos organizado aclamado pelo público, sobretudo por turistas que se renderam ao seu ritmo e dança. Os mandingas de São Vicente mostraram de forma inequívoca a força contundente do “Carnaval do Povo.” Mais uma aposta forte da Câmara Municipal, mas que ainda precisa de alguns ajustes.

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