UCS afirma que expansão do Porto Grande aumentará a sua capacidade e posicionará Cabo Verde no transshipment a nível desta região

O projecto de expansão e modernização do Porto Grande, com um investimento estimado em 82 milhões de euros, vai aumentar significativamente a sua capacidade e funcionalidade em diversas áreas e, particularmente, vai posicionar o país no negócio do transshipment a nível desta região, afirmou o Primeiro-ministro, na cerimónia de apresentação e lançamento do concurso para a execução da obra. Para Ulisses Correia e Silva, este investimento é um compromisso com a economia de S. Vicente e de Cabo Verde.

Na sua intervenção, Ulisses Correia e Silva detalhou as dificuldades para conseguir este investimento, que exigiu muita negociação, preparação, projecto, estudos e, essencialmente, convencer os parceiros da sua relevância e impacto transformador, no cumprimento de uma promessa. “Estivemos no penúltimo evento da Global Gateway, que é um grande fórum da União Europeia com países africanos, onde os investimentos são engajados em pacotes financeiros. É ali que todos os países se posicionam, os projectos são negociados e depois aprovados para financiamento.Cabo Verde foi apontado com um dos exemplos de projetos impactantes e bem concebidos, mas exigem convencer e demonstrar”, sublinhou. 

Destacou, igualmente, o papel da UE que, afirmou, entra com o componente de donativo e o Banco Europeu do Investimento (BEI), financiador da expansão do Porto Grande, que garante o empréstimo em condições favoráveis. “Conseguimos no Global Gateway um volume global de  financiamento de 400 milhões de euros para a área da economia azul, das telecomunicações e da transição energética. É um sinal de grande confiança em C.Verde e da nossa relação com a União Europeia”, celebra.

Autoridades e instituições testemunham apresentação do projeto e lançamento do concurso internacional

E com satisfação afirma que o projecto tem garantido o financiamento garantido e o processo concurso para a escolha a nível internacional de quem vai empreender as obras, por meio de um concurso aberto para a execução da expansão e modernização do Porto Grande, inserido num conceito integrado, enquanto instrumento dentro do conceito da Zona Econômica Especial da Economia Marítima de São Vicente. Este engloba, diz, o Terminal de Cruzeiros, a modernização da Cabnave, o Campus do Mar, entre outros. 

“Quanto as obras forem concluídas o Porto Grande será mais funcional e melhor estruturado. Agregará mais serviços e posicionará Cabo Verde no transshipment, que são as várias operações de carga de transporte que operam nesta nossa zona. Estamos bem localizados e, se conseguirmos uma porcentagem desse mercado. Aumenta o seu volume de operações e os ganhos para Cabo Verde, porque não deixa de seruma exportação de serviços”, assegurou o Primeiro-ministro, perspectivando na sequência o posicionamento de Cabo Verde no bunkering, que é outra área potencial para o arquipélago

Ireneu Camacho assina documentos do concurso para a seleção do empreiteiro para expansão do P. Grande

Antes da intervenção do Primeiro-ministro, o PCA da Enapor assinou o documento do concurso para a seleção do empreiteiro para a construção e expansão do Porto Grande,  que será definido em duas fases, sendo a primeira de pré-qualificação. Segundo Ireneu Camacho, há um conjunto de requisitos que devem ser cumpridos para que os candidatos possam ser selecionados para apresentar as suas propostas técnicas e financeiras. “Pela primeira vez Cabo Verde vai trabalhar com portos dedicados. Temos o nosso terminal de cabotagem, onde neste momento estamos a reabilitar a gare marítima criando outras condições de tráfego de passageiros e mercadorias entre as ilhas. Temos o nosso porto de cruzeiro, recentemente inaugurado e que já recebeu mais de 60 mil turistas. Vamos reabilitar o Cais II para termos um terminal específico de pesca com uma plataforma de frio com condições para abastecer o mercado.”

O Porto Grande, prossegue este responsável, terá ainda um terminal dedicado para contentores com a expansão da área para armazenamento, com o único propósito de promover o transhipment em Cabo Verde, e um terminal exclusivo para granéis líquidos e sólidos. “Trabalhar com portos dedicados vai transformar por completo as operações em Cabo Verde. Com isso, pretendemos ser um porto mais eficiente e mais competitivo. Queremos melhorar as nossas condições de segurança e responder positivamente às exigências futuras do tráfego marítimo portuário”, perspectivou, aproveitando para agradecer os financiadores – União Europeia e BEI – e o Governo, pela forma rápida como entenderam o projecto e pela compreensão do seu impacto nas ilhas.  

A apresentação do projecto e lançamento do concurso foram testemunhados por vários membros do Governo, pelos presidentes da Câmara e Assembleia Municipal de São Vicente, Chefe de Gabinete de Cooperação e Delegado da União Europeia, administradores executivos da Enapor, administrador delegado do Porto Grande e representantes de instituições parceiras e do Estado.  

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