O MpD almeja eleger mais de metade dos 10 deputados por São Vicente nas Legislativas, mas, segundo o mandatário João Gomes, tem a noção de que será difícil atingir esse objectivo num círculo eleitoral em que 3 forças políticas irão disputar os votos quase que em pé de igualdade. Este quadro, ilustra, obriga o partido à obtenção de milhares de votos expressos de diferença para alcançar a escolha do número de parlamentares pretendidos.
João Gomes fez esta pronúncia após a entrega no Tribunal de S. Vicente da documentação dos candidatos a deputados do MpD para São Vicente, que, diz, cumpre em termos de paridade, tal como manda a lei. “Respeitamos a lei na íntegra, com 50 a 50% em termos dos gêneros masculino e feminino”, assegura o porta-voz do MpD no Mindelo. Segundo Gomes, o Movimento para a Democracia apostou numa lista renovada, em torno dos 75%, constituída essencialmente por jovens. Garante que houve uma redução considerável da média de idade em relação à lista das anteriores eleições, mas que mantêm maturidade política.
“Entre os seis primeiros nomes, nós temos três membros com menos de 35 anos, isso quer dizer que, de facto, estamos a responder aos problemas da juventude”, afirma Gomes, assegurando que os candidatos do MpD conhecem os reais problemas e necessidades da população de S. Vicente. Logo, enfatiza, estão à altura dos desafios que se colocam ao círculo eleitoral e ao país.
O grupo, prossegue, inclui dois elementos com experiência governativa considerável – neste caso o ministro Paulo Rocha e a Secretária de Estado Lídia Lima – pelo que, diz, apresenta um interessante equilíbrio. Cumprido essa exigência, o MpD, segundo o citado mandatário, vai agora aguardar “com serenidade” a decisão do Tribunal de São Vicente sobre o processo relativo à lista dos candidatos.
