INSP socializa planos estratégicos para combater resistência aos antimicrobianos e resposta a emergências

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) promove esta sexta-feira, 24, na cidade da Praia, um workshop de socialização de dois instrumentos estratégicos destinados a reforçar a capacidade de Cabo Verde na prevenção e resposta a desafios de saúde pública: o Plano de Ação Nacional para a Resistência aos Antimicrobianos 2026–2030 (PAN-RAM 2.0) e o Plano Multirriscos de Preparação e Resposta às Emergências.

O workshop organizado em parceria com a Comissão Multissetorial da Instância Nacional de Coordenação da abordagem “Uma Só Saúde”, decorrerá num dos hotéis da capital, com início marcado para as 09h00. Segundo o INSP, este pretende promover a apropriação destes dois instrumentos estratégicos e reforçar o alinhamento entre os setores envolvidos na sua implementação.

O Plano de Ação Nacional para a Resistência aos Antimicrobianos 2026–2030 surge na sequência do primeiro plano nacional, que vigorou entre 2018 e 2022, e responde à necessidade de atualizar as estratégias de combate à resistência aos antimicrobianos, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais ameaças globais à saúde pública. 

“Este novo plano visa reforçar a prevenção, a vigilância e o controlo da RAM, promovendo o uso racional dos antimicrobianos, a prevenção e o controlo das infeções, o fortalecimento da vigilância integrada e a sustentabilidade das intervenções, em alinhamento com os eixos estratégicos definidos pela OMS e outros organismos internacionais”, refere o INSP em comunicado.

O workshop servirá igualmente para apresentar o Plano Multirriscos de Preparação e Resposta às Emergências, elaborado para fortalecer a capacidade nacional de prevenção, deteção precoce e resposta a surtos, epidemias e outros eventos de saúde pública, incluindo situações agravadas pelas alterações climáticas, secas e inundações.

O documento desenvolvido no quadro do Programa de Segurança Sanitária para a África Ocidental e Central (HeSP), com financiamento pelo Banco Mundial, cofinanciamento do Fundo Pandémico e apoio técnico da Organização Mundial da Saúde. Diz o INSP que o plano visa garantir uma resposta rápida, coordenada e eficaz às emergências, reduzindo os impactos sanitários, sociais e económicos e reforçando a resiliência do sistema nacional de saúde face aos riscos a que Cabo Verde está exposto.

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