A prevalência da insegurança alimentar grave em Cabo Verde aumentou de 5,6% em 2022 para 8,3% em 2024, invertendo a tendência de redução registada nos anos anteriores, segundo o sétimo relatório estatístico dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com o documento, a proporção da população em situação de insegurança alimentar moderada ou grave passou de 41,1% em 2018 para 31,9% em 2022, mas voltou a subir para 32,2% em 2024. Apesar da melhoria face a 2018, quase um terço da população continua a enfrentar dificuldades económicas para aceder a uma alimentação suficiente, segura e nutritiva.
O relatório indica ainda que a prevalência da subalimentação, que mede a proporção de pessoas cuja alimentação não satisfaz as necessidades energéticas mínimas, diminuiu de 16,6% em 2015 para 12,1% em 2021, mas aumentou para 13,5% em 2023. Escreve o jornal online healthnews.pt escreve que em 2018, a prevalência da insegurança alimentar moderada ou grave era de 41,1%, caiu para 31,9% em 2022, mas depois subiu para 32,2% em 2024, ano dos dados mais recentes.
“A componente grave, por seu lado, era de 10,8% em 2018, caiu para um mínimo de 3,8% em 2020 e voltou a subir, chegando a 8,3% em 2024. O documento nota que, apesar da melhoria no período 2018-2024, quase um terço da população não tem acesso económico a uma alimentação segura, nutritiva e suficiente”, detalha a notícia.
O relatório indica também que a subalimentação desceu continuamente de 2015 até 2021, de 16,6% para 12,1%, mas desde então subiu para 13,5% em 2023. Este indicador mede a proporção da população com alimentação insuficiente para satisfazer as necessidades energéticas mínimas. Já a proporção de população a viver abaixo da linha de pobreza internacional diminuiu de 4,6% em 2015 para 2,3% em 2022, acrescenta a mesma fonte.
Os dados evidenciam os desafios que Cabo Verde enfrenta para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, particularmente o ODS 2, que visa erradicar a fome, garantir a segurança alimentar e melhorar a nutrição até 2030.
