CMSV lança novo pacote de medidas para apoiar as famílias afectadas pelas chuvas 

A Câmara Municipal de São Vicente lançou, em concertação com o Governo,  um pacote de novas medidas para apoiar e aliviar as famílias vítimas das chuvas torrenciais da madrugada de 11 de agosto, com destaque para o perdão de todas as dívidas das rendas nos mercados municipais e na Praça Estrela, e a isenção do pagamento por um ano. Estas medidas representam um esforço financeiro de 150 mil contos e entram em vigor a 01 de setembro.

Estas informações foram tornadas públicas pela equipa camarária em conferência de imprensa proferida pelo edil Augusto Neves, que um total de sete medidas, designadamente a isenção do pagamento da taxa de lixo aos comerciantes desses mercados também por 1 ano, o alargamento dessa desobrigação a todos os comerciais da ilha por igual período, a par do perdão das dívidas de rendas. 

A estes juntou ainda a suspensão do pagamento do imposto de circulação a todos os veículos de transporte público  – táxis, hiaces, juvitas, autocarros e camiões de carga -, a isenção do pagamento de todas as licenças comerciais, de construção e renovação e a cobrança das bancas da Praça Estrela e dos mercados, por um ano. “Estas medidas representam um esforço conjunto, realista e responsável, para que São Vicente retome o seu ritmo de vida o mais rápido possível”, pontua. 

A edilidade recordar que já havia assumido algumas medidas desde os primeiros dias, nomeadamente o pagamento dos funerais de todas as vítimas, a atribuição de um subsídio de emergência de 20 mil escudos às famílias que perderam entes queridos e de um subsídio de 15 mil escudos às desalojadas, e ainda um apoio no montante de 10 mil escudos às famílias evacuadas. “Quero, em nome da Câmara de São Vicente, agradecer profundamente à população são-vicentina, às empresas, bancos, instituições locais, nacionais e internacionais, à nossa diáspora e a todos aqueles que, de uma forma ou de outra, têm demonstrado solidariedade e apoio neste momento difícil”, disse.

A. Neves fez um agradecimento especial aos funcionários da Câmara que, afirma, com dedicação e sacrifício, têm trabalhado todos os dias, incluindo fins de semana e feriados, para devolver à ilha a normalidade. Entretanto, quando questionado sobre as declarações proferidas pelos vereadores do PAICV, que ameaçam “assacar responsabilidades técnicas e políticas” das consequências da tempestade Erin, quando a poeira baixar, o autarca mostrou-se tranquilo. 

“É um problema deles, não meu. Somos um país livre. Eu, como presidente, e a Câmara não nos revemos nessa crítica, porque trabalhamos todos os dias na limpeza da ilha, na melhoria das condições de vida e na construção de diques. Mas o pessoal só se lembra dos aspectos negativos para aproveitar. Ninguém fala, por exemplo, do grande dique que fizemos na Pedra Rolada, que custou 70 mil contos e que terá tido um papel fundamental nesta chuva, que foi enviada por Deus, não por nós”, respondeu.

De recordar que as chuvas torrenciais de 11 de agosto provocaram, segundo os dados oficiais, nove mortos e duas pessoas continuam desaparecidas, e deixaram um rastro de destruição em S. Vicente. 

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