Uma turista portuguesa, de 68 anos, morreu na tarde de sábado em São Vicente, depois de ter sido encontrada em paragem cardiorrespiratória na zona balnear de São Pedro. A mulher encontrava-se de férias na ilha e, alegadamente, estava a nadar com tartarugas, quando sentiu-se mal, de acordo com informações apuradas junto de uma fonte nesta comunidade piscatória.
Segundo o comandante dos Bombeiros Municipais de São Vicente, Amílcar Ganeto, o alerta foi recebido no quartel depois das 17 horas de sábado, 22 de agosto. Quando a equipa chegou ao local, mais precisamente na praia de São Pedro, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória.
Os bombeiros iniciaram de imediato as manobras de reanimação e transportaram a mulher para o Hospital Baptista de Sousa, na tentativa de reverter a situação. Mas as tentativas de reanimação não tiveram sucesso. “Não posso confirmar se a mulher morreu no local. Digo que, quando o socorro chegou, ela estava em paragem”, esclareceu A. Ganeto, explicando que, nestas situações, existe a possibilidade de reverter a paragem, razão pela qual as manobras foram mantidas durante o transporte para o hospital.
A Polícia Nacional, através do comissário Madeline da Luz, confirmou a ocorrência e informou que agentes se encontram no terreno para apurar as circunstâncias em que ocorreu o caso. “Neste momento estamos a apurar o que de facto aconteceu. Mas posso confirmar que houve um incidente com óbito de uma mulher. Não podemos no entanto avançar com mais detalhes porque estamos a investigar onde e como ocorreu o óbito da mulher.”
Não foi possível chegar à fala com a Associação de Pescadores de São Pedro. Entretanto, pelo menos uma testemunha ocular relata que a turista integrava um grupo que estava a nadar com tartarugas nesta localidade e que, ao que tudo indica, tive alguma dificuldade em fixar os equipamentos, falha que foi fatal.
Esta ocorrência, a confirmar-se, volta a colocar em discussão as condições de segurança associadas à atividade de natação e observação de tartarugas em São Pedro, um dos produtos turísticos promovidos na ilha de São Vicente. A atividade é realizada no habitat natural das tartarugas, com recurso a pequenas embarcações que transportam os visitantes para uma zona próxima da costa, onde podem fazer observação e snorkeling.
Entre as recomendações divulgadas aos participantes está a proibição de tocar nos animais e a indicação para manter os braços recolhidos ou cruzados, de forma a evitar comportamentos que possam confundir as tartarugas com alimentação. Informações disponíveis em plataformas turísticas revelam ainda que os passeios incluem transporte, equipamento de snorkeling, passeio de barco, coletes salva-vidas a bordo, acompanhamento por guia/motorista e seguro de responsabilidade. Algumas ofertas anunciam a atividade para participantes dos 3 aos 99 anos, em grupos de até 10 pessoas, com uma duração de uma hora.
Contudo, até ao momento não foi estabelecida oficialmente qualquer ligação entre a morte da turista e a atividade de natação com tartarugas. As circunstâncias do incidente estão a ser investigadas pelas autoridades.
