O Ministério da Agricultura e Ambiente confirmou a existência de um surto da Peste Suína Africana na ilha de São Nicolau, com maior incidência na localidade da Ribeira Brava. Em nota, informa que, após o surgimento de suspeitas clínicas, as mesmas foram confirmadas por análises laboratoriais.
Face à situação, o Ministério da Agricultura e Ambiente assegura que estão a ser implementadas “medidas rigorosas de vigilância e controlo”, conforme os protocolos da Autoridade Veterinária. As mesmas comportam restringir a movimentação de suínos das zonas afetadas para outras áreas, a proibição do trânsito desnecessário de pessoas nas explorações, assim como da alimentação dos suínos com restos que contenham carne de porco.
As medidas incluem ainda o reforço da inspeção sanitária a nível inter-ilhas, a implementação de medidas de higiene, desinfeção e biossegurança nas explorações e a proibição do abate, consumo ou venda de animais doentes.
A doença, alerta o MAA, não tem vacina e nem tratamento eficaz. A transmissão, salienta, ocorre através de contacto direto entre suínos doentes e sadios, sangue, fezes, urina e secreções, restos de alimentos contaminados, veículos, equipamentos, roupas e calçados contaminados. Os suínos infetados podem apresentar febre alta, falta de apetite e apatia, diarreia e vómitos, por vezes com sangue. Podem ainda ocorrer abortos em fêmeas gestantes e manchas avermelhadas nas orelhas, abdómen e patas.
Qualquer suspeita da doença, reforça o ministério, deve ser comunicada de imediato às delegações ou ao Serviço Veterinário Oficial. “A notificação rápida é fundamental para permitir um diagnóstico célere, conter a propagação da doença e proteger o efetivo suíno nacional”, diz o MAA, garantindo que as autoridades sanitárias continuam a monitorizar a situação e que as informações serão divulgadas de acordo com a evolução do surto.
Relembre-se que em fevereiro do ano passado, a Direção-Geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária anunciou a existência de casos de peste suína africana na ilha da Boavista. A confirmação desta doença altamente contagiosa entre os porcos ocorreu após a realização de análises laboratoriais realizadas face à mortalidade de suínos.
