Funcionário bancário detido por alegado desvio de 9 milhões de escudos proibido de sair do país

Um funcionário bancário, de 27 anos, foi detido no Aeroporto Internacional Nelson Mandela, quando se preparava para sair do país, no âmbito de uma investigação da Polícia Judiciária, por suspeitas de burla informática, falsificação ou adulteração de documentos e branqueamento de capitais. Presente às autoridades, ficou proibido de sair de Cabo Verde e obrigado a apresentar-se às autoridades. A PJ não avançou o nome da instituição bancária.

Em comunicado, a PJ informa que o suspeito foi detido na terça-feira, 15, fora de flagrante delito, na sequência de um mandato emitido pela Autoridade de Polícia Criminal. As investigações indicam que o suspeito realizou transferências bancárias a partir da conta de um cliente, num valor que ascende a nove milhões de escudos.

Durante a operação, as autoridades apreenderam ainda 5.815 euros, um iPhone, um telemóvel, uma PlayStation, um computador portátil, além de documentos pessoais e documentação pertencente ao banco onde o suspeito trabalhava.

O funcionário foi apresentado às autoridades judiciais para o primeiro interrogatório. Por decisão do Juiz de Instrução do Tribunal da Comarca da Praia, ficou sujeito às medidas de coação de apresentação periódica às autoridades e interdição de saída do país.

A investigação prossegue para o apuramento das circunstâncias e da eventual extensão das operações financeiras sob suspeita.

 

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