Os cinco indivíduos detidos por suspeita de envolvimento na violenta agressão que provocou a morte de um jovem irlandês de 25 anos na ilha do Sal já estão sob custódia, anunciou a Polícia Judiciária. O crime ocorreu na madrugada do dia 07 de Janeiro, na Rua Pedonal de Santa Maria.
A informação foi avançadaa em conferência de imprensa pelo Director do Departamento de Investigação Criminal do Sal, Adérito Moreno, que revelou que a vítima, descendente de cabo-verdianos e que passava férias na ilha, estava acompanhada por três amigos irlandeses para celebrar os festejos de fim de ano.
O grupo, afirmou, envolveu-se numa briga com cerca de dez indivíduos de nacionalidade cabo-verdiana junto ao Pub Kalema. “Foi durante a sua estadia que o grupo foi envolvido numa altercação violenta. A vítima foi atingida com golpes, desferidos com cadeiras, e, já caída ao chão, sofreu múltiplos socos e pontapés. Os agressores abandonaram o local imediatamente após os factos”, lê-se no Inforpress.
Apesar de ter sido socorrido pela Protecção Civil e Bombeiros, a vítima acabou por falecer durante o trajeto para o Hospital Regional Ramiro Figueira. Na sequência, disse o diretor da PJ, com apoio da Polícia Nacional, conseguiu identificar e deter cinco dos suspeitos, com idades entre os 19 e os 35 anos.
“As detenções ocorreram entre os dias 07 e 08 de Janeiro, sob mandados de detenção fora de flagrante delito emitidos pela Procuradoria da República da Comarca do Sal”, acrescentou a mesma fonte. Moreno confirmou que os cinco detidos já estão sob custódia e deverão ser presentes em breve ao tribunal.
Para o diretor do DICS do Sal, tratou-se de um acto isolado, intolerável e de extrema gravidade, mas que não reflete a realidade de segurança do país. “Este caso não põe em causa a segurança nem a credibilidade da ilha e de Cabo Verde enquanto destino turístico de excelência”, afirmou, reforçando o compromisso das autoridades com a segurança de residentes e visitantes.
Moreno apresentou condolências à família e amigos da vítima e pediu serenidade à população enquanto aguarda a conclusão das investigações.
C/Inforpress
