O ator português Luís Oliveira, conhecido por participar em novelas e na série “Rabo de Peixe”, foi detido no Aeroporto da Praia, em frente à mulher e aos dois filhos, alegadamente por causa de um canivete. Foram horas de “terror”, que acabaram por se resolver, segundo o ator. Este afirma que embaixada fala em vários “casos” semelhantes e deixa um alerta para futuros viajantes.
De acordo com informações avançadas pela imprensa lusa, o ator encontrava-se de férias com a família – mulher e os dois filhos, de um e cinco anos -, quando foi detido no aeroporto da Praia durante o embarque de regresso a Lisboa, após ter vivido “uma semana incrível na ilha de Santiago e na ilha do Maio”.
Durante o controle de segurança no aeroporto, duas mochilas da família foram selecionadas para uma revista “mais exaustiva”. Numa das bagagens estavam líquidos – águas e iogurtes – e noutra encontrava-se um garfo, um saca-rolhas e um canivete. “Quando viajamos com crianças, todos sabemos que uma colher ou um canivete dão sempre jeito, principalmente quando vamos para alojamentos que não têm cozinha, que foi no caso da ilha de Maio”, justificou em uma publicação feita no seu Instagram.
O ator alega que no aeroporto em Portugal ninguém o alertou para qualquer irregularidade. Já em Cabo Verde, os objetos foram alvo de atenção das autoridades. “Mediram o canivete e totalmente aberto tinha 8 centímetros. O segurança chamou a polícia alfandegária, esta chegou de uma maneira rude, afastou a Elsa e os meninos e perguntou-me de quem era o canivete e eu, prontamente, respondi: ‘É meu'”, ao que a polícia informou que, em Cabo Verde, o mesmo era tido como ‘arma branca´, o que é crime.”, relatou.
“O tramado do canivete foi levado até ao graduado de serviço e eu separado da minha família. Sim, separado como se de um filme se tratasse. Eles decidiram voltar para Portugal e bem, e eu, o criminoso fui levado para uma sala do aeroporto para aguardar a Polícia Nacional. Deram-me ordem de detenção”, disse o ator, indicando que, enquanto esperava uma decisão do graduado, telefonou para a embaixada de Portugal em Cabo Verde e falou com a Dra. Marta Neves, que prometeu que não o iria “largar”.
“Lá fui eu, para a esquadra de Palmarejo, na cidade da Praia, acompanhado por três policiais. Cheguei e o graduado estava a falar com o meu advogado Hélder Freire. Passei os meus dados pessoais, tiraram-me os atacadores dos sapatos, informaram que não davam refeições aos reclusos e fui levado para uma sala para conversar em privado com o meu advogado”, pontuou.
Luís Oliveira garantiu que estar preso não foi fixe e que ser separado da família foi um terror. “Mas, ser preso por um tramado de um canivete foi, é, história para contar aos meus netos. Neste momento, eu e Cabo Verde estamos num ´relacionamento complicado´. Este post serve para termos cuidado! E para agradecer às entidades portuguesas”, acrescentou
Luis Oliveira arrisca-se a uma pena de até seis anos, segundo a revista TV 7 Dias.
