O número total de vítimas mortais confirmadas do acidente subiu para 25 e, segundo as informações disponibilizadas às 07:50, sete das vítimas foram sepultadas durante a madrugada, enquanto os restantes funerais deverão ocorrer hoje. O acidente com um autocarro deu-se na estrada Chã das Caldeiras/Campanas, na sequência de um despiste que atirou a viatura para um precipício de cerca de 30 metros.
Dezanove crianças e adolescentes, oito do sexo feminino e 11 do sexo masculino, deram entrada no serviço de urgência do Hospital Regional São Francisco de Assis (HRSFA), na sequência do grave acidente de viação ocorrido sábado, 05. Cinco das vítimas morreram no Serviço de Urgência do hospital momentos depois de terem dado entrada, segundo o director clínico do Hospital Regional São Francisco de Assis, Dionísio Semedo, “e todos com traumatismo craniano”.
Segundo a mesma fonte, os pacientes têm idades compreendidas entre os seis e os 16 anos e apresentam politraumatismos, com múltiplas lesões, sobretudo nos membros inferiores. Entre os casos mais graves estão quatro pacientes com traumatismo craniano grave e pelo menos duas adolescentes encontram-se em situação clínica de elevado risco, com possibilidade de evolução para óbito. Uma boa parte dos pacientes foi submetida a exames de Tomografia Axial Computorizada (TAC), estando os profissionais de saúde a prosseguir com os exames para descartar outras complicações decorrentes dos traumatismos.
Dionísio Semedo adiantou ainda que alguns dos pacientes poderão necessitar de transferência para o Hospital Universitário Dr. Agostinho Neto, na cidade da Praia. Contudo, o número de doentes a transferir e o horário da operação ainda não estão definidos, dependendo da evolução clínica e da avaliação da equipa médica que chega hoje da capital.
O ministro da Saúde deverá chegar hoje no primeiro voo, acompanhado por uma equipa médica multidisciplinar, que inclui cirurgiões, neurocirurgião, ortopedista e outros especialistas. A equipa deverá reforçar a capacidade de resposta do hospital e acompanhar a estabilização dos pacientes antes de uma eventual transferência para a Praia. O director clínico destacou também a mobilização extraordinária dos profissionais de saúde para responder à situação, apesar do déficit de médicos no hospital. Segundo Dionísio Semedo, médicos que estavam de descanso, provenientes dos concelhos dos Mosteiros e Santa Catarina do Fogo, profissionais de clínicas privadas e médicos que se encontravam de férias, incluindo um cirurgião e um oftalmologista, juntaram-se às equipas para prestar assistência às vítimas.
No HRSFA foi registado, até às duas horas da madrugada, três óbitos entre os pacientes recebidos na unidade hospitalar, sendo um do sexo masculino e três doi sexo feminino. O responsável clínico indicou, entretanto, que existem ainda dois casos, ambos do sexo feminino, considerados de extrema gravidade devido a traumatismos cranianos, que poderão evoluir para óbito.
Vários corpos foram entregues aos familiares ainda de madrugada, após um longo processo de identificação porque muitos ficaram irreconhecível, com a recomendação de que os funerais não podem acontecer depois das 10:00 de hoje.
Agência INFORPRESS
