Um mês depois, acidente no Fogo continua sem causas oficialmente esclarecidas


Passado um mês sobre o acidente rodoviário que provocou 25 mortes na ilha do Fogo, continuam por divulgar as conclusões oficiais sobre as causas do despiste e as condições da estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima.
A tragédia aconteceu a 5 de setembro, quando um autocarro com 38 ocupantes saiu da via e caiu numa ravina de cerca de 52 metros. Além das 25 vítimas mortais, o acidente deixou 13 feridos.

Após o desastre, o Governo criou uma comissão multidisciplinar para investigar o caso e determinou uma avaliação das condições da estrada. As equipas técnicas estiveram no terreno e os respectivos relatórios já foram entregues às autoridades.
Durante uma visita ao local, o ministro das Infraestruturas, Carlos Tavares, indicou que as primeiras observações apontavam para deficiências na sinalização, enquanto o estado da pavimentação era considerado adequado.

Apesar dos trabalhos realizados, até esta segunda-feira não foram tornadas públicas as conclusões definitivas sobre o acidente nem sobre a segurança da via. O autocarro permanece ainda no local da ocorrência, sem data anunciada para a sua remoção.
Enquanto aguardam esclarecimentos, as famílias das vítimas continuam a receber apoio das autoridades e da Câmara Municipal de São Filipe.

Ronice Fortes (Estagiária)

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