A Organização Mundial da Saúde-Cabo Verde admitiu a transmissão de hantavírus entre humanos no navio de cruzeiro Hondius. Esta agência das Nações Unidas informa ainda que está a coordenar, em estreita parceria com as autoridades de saúde nacional, a resposta a este evento internacional de saúde pública a bordo deste cruzeiro, que transporta 147 pessoas de 23 nacionalidades. O navio permanece parado devido a um surto que provocou três mortes e infetou três passageiros. Dois dos doentes devem ser hoje repatriados para os seus países de origem, numa operação realizada através de um avião-ambulância, escreve a Inforpress.
Segundo a OMS Cabo Verde, foi confirmado em laboratório um caso de infecção por hantavírus, uma doença rara, mas potencialmente grave. Disse ainda que essa espécie de infecção é rara, mas pode causar doenças respiratórias graves, exigindo cuidados médicos especializados e uma resposta rápida. “Em situações pouco frequentes, podem ocorrer transmissão entre pessoas”, assegura, referindo que até o momento seis pessoas foram afetadas, dos quais se registaram três óbitos e um em estado severo.
“Estão a ser prestados cuidados médicos e apoio aos passageiros e à tripulação, através da equipa médica de Cabo Verde com todo o apoio e envolvimento da OMS nacional, regional e global”, pontua. Destaca, por outro lado, o apoio médico aos infectados e orientação a todos os passageiros e a tripulação do navio. “Investigações epidemiológicas estão em curso, em coordenação com as autoridades nacionais de Cabo Verde, África do Sul, Países Baixos, Espanha e Reino Unido”, sublinha, indicando que está a realizar uma avaliação completa dos riscos para a saúde pública no país e não só.
A agência das Nações Unidas informa ainda que testes laboratoriais adicionais já foram feitos e medidas de prevenção de infecções a bordo tomadas como, por exemplo, isolamento, distanciamento físico, higiene reforçada e utilização de equipamento de proteção individual. E que estão a ser mobilizados fundos de contingência para prestar apoio logístico e técnico. “O risco para o público em geral é considerado baixo. No entanto, esta é uma situação em evolução, mais informações serão partilhadas à medida que estiverem disponíveis”, adverte.
Relativamente à transferência dos dois doentes, de acordo com a agência de notícias, que cita a directora Nacional de Saúde, Ângela Gomes, a operação está planeada e será executada com base em rigorosos protocolos internacionais de segurança. “Temos a previsão de fazer a transferência dos dois doentes, possivelmente também de um terceiro, com o envolvimento de todas as autoridades competentes e garantindo todos os sistemas de segurança adequados“, garantiu, acrescentando que a operação deve ser executada hoje, com a chegada ao país do avião-ambulância.
Ângela Gomes afirmou que os pacientes estão estáveis, apresentando apenas sintomas leves e com sinais vitais controlados e que o estado psicológico dos passageiros permanece estável. Garantiu ainda que uma equipa de saúde está a bordo a monitorar a situação e assegurar o acompanhamento clínico. Esta responsável nega, entretanto, a existência em Cabo Verde de qualquer evidência da presença da doença,
