Alector Timas (*)
Resumo
O presente artigo científico analisa a perspectiva da juventude cabo-verdiana face ao desenvolvimento nacional, à velocidade das respostas institucionais e ao papel que os jovens desejam desempenhar na construção do país. A investigação parte de uma premissa fundamental: os jovens de Cabo Verde não estão apáticos, estão impacientes. Impaciência que não nasce da ignorância, mas do conhecimento. Conhecimento dos avanços reais que o país conquistou nas últimas décadas e da certeza de que é possível ir ainda mais longe, ainda mais depressa.
Num ano em que a nação celebra o seu quinquagésimo aniversário de independência, este artigo propõe-se não a olhar apenas para o passado com nostalgia, mas a projectar o futuro com determinação. Aborda os ganhos concretos nas áreas da educação, da economia, da saúde, dos transportes e da tecnologia, sendo esta última considerada a conquista mais transformadora da era contemporânea cabo-verdiana, e problematiza a lentidão burocrática das instituições como principal obstáculo à energia e à motivação da geração mais jovem do arquipélago.
O artigo conclui com um manifesto sereno e fundamentado: a juventude quer estar no centro das decisões, quer contribuir para a construção de uma nação próspera, mas exige clareza, velocidade de resposta e a dignidade de não herdar um país esmagado por dívidas sem resultados à vista.
1. Introdução: O país que temos e o país que queremos
Em 5 de Julho de 1975, Cabo Verde proclamou a sua independência. Cinquenta anos depois, a nação que nasceu sem recursos naturais, sem água doce em abundância, sem território continental, transformou-se num caso de estudo reconhecido mundialmente. Um país que aprendeu a fazer muito com pouco. Um povo que converteu a diáspora em força, o oceano em identidade e a escassez em criatividade.
Celebrar meio século de soberania é, em primeiro lugar, um acto de gratidão profunda. Gratidão às gerações que lutaram pela independência, que ergueram as primeiras escolas, que construíram os primeiros hospitais, que ligaram as ilhas ao mundo com estradas, barcos e aviões. O progresso de Cabo Verde é real, mensurável e motivo legítimo de orgulho nacional.
Porém, a juventude cabo-verdiana nascida depois da independência, crescida com a democratização, formada na era digital carrega consigo uma perspectiva que não é de negação, mas de exigência. A exigência de quem vê o potencial e não compreende a lentidão. A exigência de quem ama o país profundamente e, por isso mesmo, recusa conformar-se com o que poderia ser melhor.
“Não é ingratidão criticar o que poderia ser mais rápido. É respeito, respeito pelo potencial desta nação e pelo tempo que cada jovem que parte leva consigo, não por falta de amor, mas por falta de oportunidade.”
Este artigo não é uma crítica destrutiva ao esforço de construção nacional. É, pelo contrário, um convite à reflexão sobre a velocidade, a clareza e a inclusão da juventude nos processos de decisão. É um manifesto de uma geração que quer ficar, que quer construir, que quer dizer com orgulho: “Sim, vale a pena investir em Cabo Verde.”
2. Os ganhos reais: O que Cabo Verde construiu nos últimos 50 anos
Antes de qualquer crítica, impõe-se o reconhecimento honesto do que foi conquistado. E o que foi conquistado é considerável.
2.1. Educação: Do analfabetismo à universidade
Em 1975, a taxa de analfabetismo em Cabo Verde rondava os 63%. Hoje, o país regista uma das taxas de literacia mais elevadas de África, superior a 87%. As crianças têm acesso ao ensino básico em praticamente todas as ilhas, o ensino secundário expandiu-se de forma significativa e o ensino superior impensável nas primeiras décadas pós-independência é hoje uma realidade para milhares de jovens, tanto através da Universidade de Cabo Verde como de instituições privadas e de programas de bolsas internacionais.
Este é, sem dúvida, um dos maiores feitos da nação. Investir no capital humano quando não se tem capital natural é uma escolha estratégica de visão longa. E Cabo Verde fez essa escolha certa. A educação não é apenas um dado estatístico é a força que alimenta a esperança desta juventude.
2.2. Economia: Da fragilidade à resiliência
Cabo Verde transitou do grupo dos Países Menos Desenvolvidos em 2007, tornando-se um País de Rendimento Médio. O turismo, o sector de serviços e as remessas da diáspora tornaram-se pilares económicos reconhecidos internacionalmente. O PIB per capita cresceu de forma consistente ao longo das décadas, e o país criou condições de estabilidade macroeconómica que muitos países africanos e não só reconhecem com admiração.
A pandemia de COVID-19 testou duramente esta resiliência, expondo a vulnerabilidade de uma economia altamente dependente do turismo. A recuperação foi, ainda assim, notável, demonstrando a capacidade de adaptação das suas instituições e do seu povo.
2.3. Saúde: Sistemas que salvam vidas
A esperança média de vida em Cabo Verde passou de cerca de 57 anos em 1975 para mais de 73 anos actualmente. A mortalidade infantil reduziu-se de forma dramática. Hospitais foram construídos ou modernizados em todas as ilhas habitadas. Campanhas de vacinação atingem coberturas que rivalizam com países de muito maior PIB. A saúde pública cabo-verdiana, com todos os seus constrangimentos, é um orgulho merecido.
2.4. Transportes: Ligar o arquipélago ao mundo
Transformar um arquipélago de dez ilhas dispersas no Atlântico num território coeso é um desafio logístico e financeiro enorme. Cabo Verde construiu aeroportos internacionais em várias ilhas, desenvolveu ligações aéreas e marítimas inter-ilhas e integrou o arquipélago nas redes de transporte aéreo global. Hoje, é possível voar de Cabo Verde para os principais centros da Europa, das Américas e de África, colocando o arquipélago no mapa das rotas internacionais com uma relevância desproporcional à sua dimensão geográfica.
2.5. Tecnologia: A maior conquista da era contemporânea
Se houver um domínio em que os avanços de Cabo Verde nas últimas duas décadas merecem ser sublinhados com especial destaque, esse domínio é a tecnologia. E não se trata apenas de infraestrutura, trata-se de uma transformação cultural e económica profunda.
A penetração da internet no arquipélago cresceu de forma exponencial. A cobertura de rede móvel alcança praticamente toda a população. O comércio electrónico, os serviços digitais, as plataformas de e-Government e os sistemas de pagamento digitais transformaram a forma como os cabo-verdianos interagem com o Estado e com o mercado.
Startups tecnológicas cabo-verdianas começaram a ganhar projecção regional e internacional. O País estabeleceu-se como um hub tecnológico em crescimento no espaço atlântico, com potencial para se tornar numa ponte digital entre África, Europa e as Américas.
“A tecnologia não é apenas uma ferramenta, é a linguagem da nossa geração. E Cabo Verde tem falado essa linguagem cada vez melhor. Mas podemos falar mais alto, mais depressa, e para mais pessoas.”
Este é, para a juventude cabo-verdiana, o domínio onde a imaginação não encontra fronteiras e onde o país tem, genuinamente, a oportunidade de dar um salto qualitativo que transcenda a sua dimensão física. Um país pequeno pode ter uma economia digital grande.
3. A impaciência legítima: O tempo como recurso escasso
Os jovens de Cabo Verde reconhecem os ganhos. Celebram-nos. Mas não se conformam com a ideia de que o ritmo actual é o melhor ritmo possível. E têm razão.
O tempo é, talvez, o recurso mais valioso que qualquer nação possui. Cada ano de atraso num projecto de infraestrutura é um ano em que uma empresa não foi criada, em que um talento não encontrou oportunidade, em que um jovem decidiu partir. Cada processo burocrático arrastado por meses é uma ideia que se vai murchando à espera de um carimbo.
A geração jovem de Cabo Verde cresceu num mundo onde as respostas chegam em segundos, onde as transacções acontecem em tempo real, onde a comunicação não conhece fronteiras geográficas. Esta geração não é impaciente por capricho é impaciente porque sabe que é possível fazer mais, e mais depressa, quando existe vontade e organização para isso.
3.1. O problema da burocracia: Quando o sistema desencoraja
Um dos maiores obstáculos que a juventude cabo-verdiana identifica como factor de desmotivação não é a falta de recursos do país, é a burocracia excessiva das suas instituições. Processos que deveriam levar dias levam meses. Formulários que deveriam existir online exigem deslocações físicas. Pedidos simples transformam-se em labirintos administrativos que testam a resiliência até do mais determinado dos empreendedores.
Este não é um problema exclusivo de Cabo Verde, é uma realidade de muitos países em desenvolvimento. Mas é também um problema que tem solução. E a solução passa, em grande medida, pela tecnologia, pela simplificação de processos e pela vontade política de colocar o cidadão, e especialmente o jovem cidadão, no centro do serviço público.
Quando um jovem empreendedor precisa de seis meses para registar uma empresa, essa espera não é apenas burocracia, é uma mensagem silenciosa que diz: “O teu tempo não nos preocupa.”
» Quando um estudante espera semanas por uma resposta que poderia chegar em horas, essa espera alimenta a dúvida sobre se o sistema está do seu lado.
» Quando um projecto de impacto social fica parado à espera de aprovação por razões administrativas evitáveis, perde-se mais do que tempo, perde-se motivação, e por vezes perde-se o próprio projecto.
A juventude não pede perfeição. Pede resposta. Uma resposta negativa, dada com clareza e fundamento, é infinitamente preferível ao silêncio ou à demora indefinida. O que desgasta não é o “não”, é o “talvez, mais tarde, não sabemos quando”. A clareza, mesmo quando é dolorosa, é respeitadora. A opacidade e a lentidão são desrespeitosas.
3.2. A motivação dos governantes: Reconhecimento com exigência
É importante, e intelectualmente honesto, reconhecer que existe motivação genuína nos actuais governantes de Cabo Verde para fazer mais e melhor. Os investimentos em infraestrutura, as reformas em curso, a aposta na digitalização do Estado e os esforços de modernização institucional são evidência de uma direcção correcta.
A juventude vê essa motivação. E aprecia-a. Mas a apreciação não elimina a exigência. Apreciar o esforço não significa aceitar a velocidade. O que os jovens pedem não é reconhecimento do esforço, é aceleração do resultado. Não é que se trabalhe mais, é que os processos sejam mais eficazes, mais rápidos, mais transparentes.
O que distingue uma boa governação de uma governação apenas razoável não é a intenção, é a capacidade de converter intenção em resultado, num prazo que faça sentido para as pessoas que esperam.
4. A dívida que não pode ser herança: Responsabilidade inter-geracional
Entre as preocupações mais profundas da juventude cabo-verdiana, há uma que transcende as preocupações imediatas do emprego, da educação ou da tecnologia: a questão da dívida pública e da sua transmissão inter-geracional.
Construir um país exige investimento. O endividamento, quando feito de forma estratégica e com resultados visíveis, pode ser uma ferramenta poderosa de desenvolvimento. A juventude compreende isso. Não é contra o investimento, é a favor da responsabilidade com que esse investimento é feito e comunicado.
O que a geração jovem de Cabo Verde não aceita, e tem o direito de não aceitar, é herdar uma dívida sem herdar os frutos que essa dívida deveria ter gerado. Endividar o país para construir hospitais que funcionam, escolas que ensinam bem, tecnologia que serve todos, estradas que ligam comunidades, isso é um investimento que cada jovem trabalha com orgulho para pagar. Endividar o país para projectos que ficam a meio, para processos que não chegam a resultado, para despesas que não se traduzem em progresso tangível, isso é uma injustiça inter-geracional que merece ser nomeada como tal.
“Diz-nos onde o dinheiro foi aplicado, mostra-nos o que foi construído, explica-nos o que falhou e porque falhou. Trabalhamos com orgulho para pagar uma dívida que tem rosto e tem resultado. Resistimos a pagar uma dívida invisível que não sabemos de onde veio.”
A transparência na gestão da dívida pública não é apenas uma exigência técnica de boa governação, é uma questão de respeito pelos cidadãos de amanhã. E esses cidadãos de amanhã já estão aqui, já observam, já analisam. E merecem saber.
5. A participação como direito: Os jovens no centro das decisões
Uma das aspirações mais consistentemente expressas pela juventude cabo-verdiana é o desejo de participar. Não de forma decorativa ou simbólica, mas de forma real, substantiva, com voz que é ouvida e opinião que é considerada nos processos de decisão que moldam o presente e o futuro do país.
Cabo Verde tem, de forma consistente, investido em mecanismos de consulta juvenil. Mas consultar não é o mesmo que incluir. Ouvir não é o mesmo que decidir em conjunto. A diferença entre estes dois processos é a diferença entre uma geração que se sente parte da construção nacional e uma geração que se sente convidada a assistir a ela.
5.1. Jovens nas Instituições: Além da representação simbólica
A presença de jovens nas instituições do Estado, nas câmaras municipais, nas comissões técnicas, nos conselhos consultivos, não como figurantes, mas como actores com poder real de influência, é uma condição necessária para que as políticas públicas reflictam a realidade vivida pelas gerações mais jovens.
Não se trata de substituir a experiência dos mais velhos pela energia dos mais novos. Trata-se de reconhecer que o complemento entre experiência e inovação é mais poderoso do que qualquer uma delas sozinha. As melhores decisões nascem do diálogo entre quem já construiu e quem está a começar a construir.
5.2. Empreendedorismo e Inovação como formas de participação
A participação dos jovens na construção do país não acontece apenas nas esferas políticas formais. Acontece em cada startup criada, em cada projecto social lançado, em cada iniciativa cultural que celebra a identidade cabo-verdiana, em cada inovação tecnológica que resolve um problema real da vida de alguém.
O ecossistema de empreendedorismo e inovação em Cabo Verde tem dado passos encorajadores. Mas precisa de ser acelerado, simplificado e, acima de tudo, acompanhado por um Estado que responde a tempo, que facilita em vez de dificultar, e que celebra o sucesso dos seus jovens como um sucesso colectivo da nação.
» Um jovem que cria emprego em Cabo Verde não é apenas um empreendedor, é um acto de amor ao país.
» Um jovem que inova tecnologicamente está a construir o século XXI de Cabo Verde com as suas próprias mãos.
» Um jovem que fica quando poderia partir é, talvez, o maior voto de confiança que alguém pode dar a uma nação.
6. Cinquenta anos de independência: O passado como impulso, o futuro como responsabilidade
Em 2025, Cabo Verde celebra meio século de independência. Cinquenta anos de uma nação que escolheu construir-se com dignidade, que transformou a adversidade geográfica em força identitária, que mostrou ao mundo que é possível ser pequeno e ser respeitado.
Esta é uma data para celebrar. Mas é também uma data para prometer. Prometer que os próximos cinquenta anos serão escritos com a mesma determinação, mas com a velocidade e a criatividade que a era actual exige e permite.
Os primeiros cinquenta anos de Cabo Verde foram construídos por quem lutou pela independência, por quem ergueu o Estado, por quem criou as condições para que hoje possamos falar de uma nação estável, democrática e reconhecida internacionalmente. A esses, um reconhecimento profundo e sincero.
Os próximos cinquenta anos serão construídos pelos jovens que hoje estudam nas universidades do arquipélago e do mundo, que hoje criam empresas nas suas ilhas e nas diásporas, que hoje protestam, questionam, debatem e sonham. A esses jovens, a nós, cabe agora a responsabilidade mais pesada e mais emocionante: continuar.
“Herdámos um país. Entregaremos uma nação. A diferença entre as duas palavras é o trabalho de toda uma geração.”
Os próximos cinquenta anos de Cabo Verde não serão feitos apesar dos jovens, serão feitos por eles. Serão feitos por quem escolhe ficar quando é mais fácil partir, por quem escolhe construir quando é mais fácil criticar à distância, por quem escolhe acreditar quando o ceticismo seria o caminho mais confortável.
Mas para isso, os jovens precisam de ser recebidos como parceiros reais da construção nacional. Precisam de encontrar um Estado que responde a tempo, instituições que facilitam em vez de complicar, processos que respeitam o tempo de quem quer investir, criar e contribuir. E precisam de receber, com clareza, um país cujas contas são transparentes e cujos resultados são mensuráveis.
7. Considerações finais: O manifesto sereno de uma geração determinada
Este artigo não é um lamento. É uma declaração de intenções.
A juventude cabo-verdiana está aqui. Está formada, está conectada ao mundo, está motivada para construir. Conhece as conquistas do país e sente orgulho genuíno por elas. Reconhece a motivação de quem governa e aprecia os esforços reais que estão a ser feitos.
Mas exige mais. Exige velocidade, porque o mundo não espera. Exige clareza, porque a transparência é a base de qualquer relação de confiança entre cidadãos e Estado. Exige respostas, sejam elas positivas ou negativas, rápidas e fundamentadas, porque o silêncio e a demora destroem mais do que qualquer recusa clara e honesta.
Exige não ser hipotecada por dívidas sem resultado visível, mas compromete-se a trabalhar com orgulho para honrar dívidas que se transformaram em hospitais, em escolas, em tecnologia, em futuro.
Exige um lugar real nas decisões, não um lugar decorativo, mas um lugar onde a sua voz molda o que acontece, onde a sua energia é canalizada para o progresso colectivo, onde o seu talento não precisa de cruzar o oceano para ser valorizado.
Neste quinquagésimo aniversário da independência de Cabo Verde, a juventude cabo-verdiana afirma, com serenidade e determinação: estamos aqui, estamos preparados, e vamos construir. Com os governantes que responderem à nossa velocidade, com as instituições que evoluírem para nos servir melhor, com o país que confiar em nós tanto quanto nós confiamos nele.
“Os próximos cinquenta anos são nossos. E nós vamos honrá-los.”
*Presidente
FNEDU – Federação Nacional dos Estudantes e do Desporto Universitário
Jovem líder e embaixador da Paz de Cabo Verde
70 Jovens mais influentes em África/Associativismo
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Referências bibliográficas e documentais
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Governo de Cabo Verde (2022). Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável 2022–2026. Praia: Presidência do Conselho de Ministros.
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Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento — PNUD (2023). Relatório de Desenvolvimento Humano 2023/2024: Cabo Verde. Nova Iorque: PNUD.
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Comissão Económica das Nações Unidas para África — UNECA (2023). Digital Economy Report: Small Island Developing States. Adis Abeba: UNECA.
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Organização Internacional do Trabalho — OIT (2022). Youth Employment in Cape Verde: Challenges and Opportunities. Genebra: OIT.
Cardoso, F. & Tavares, M. (2021). «Juventude, cidadania e participação política em Cabo Verde». Revista Africana Studia, 36, pp. 47–68.
