O Tribunal rejeitou a providência cautelar interposta pela anterior direção da Federação Cabo-verdiana de Basquetebol, na sequência da polémica assembleia-geral extraordinária realizada no dia 1 de novembro passado e que destituiu a equipa liderada por Hélder Gonçalves. Segundo o actual presidente da Comissão de Gestão da FCBB, a decisão judicial foi tomada no dia 18 de março e vem confirmar a legitimidade dos sócios ordinários e das assembleias regionais que optaram pela mudança na gestão do organismo. Deste modo, considera José Semedo, fica encerrado um período de instabilidade que marcou negativamente o basquetebol nacional.
O despacho, salienta o dirigente, põe termo a um ciclo caracterizado por práticas que fragilizaram o desenvolvimento do basquetebol nacional. Destaca a “condução inadequada” do processo de preparação do AfroBasket 2025, o “desrespeito” pelos sócios ordinários e seus clubes, materializado no cancelamento dos campeonatos nacionais em 2025, a ausência de prestação de contas referentes a abril e novembro de 2025, a “utilização indevida” de materiais pertencentes à FCBB e a “usurpação de funções e o incumprimento das competências estatutárias” de cada órgão federativo.
“Com o despacho do Tribunal, que dispensa qualquer possibilidade de recurso, esta fase fica definitivamente ultrapassada, permitindo que a FCBB retome o seu caminho de estabilidade, legalidade e crescimento contínuo”, frisa o presidente da FCBB, que assume levar à prática uma gestão assente na transparência. Assegura ainda que fará a apresentação das contas referentes ao período compreendido entre 03 de dezembro de 2025 e 07 de março de 2026. O novo ciclo que se inicia, diz Semedo, exigirá unidade, colaboração e visão comum.
O actual responsável da FCBB foi recebido pelo Primeiro-ministro no dia seguinte à decisão judicial e assegurou à imprensa que será efectuada uma sindicância interna para apurar a situação da federação e disse esperar que as entidades competentes venham a conduzir eventuais averiguações externas.
