Os Tubarões Azuis deram ontem uma tremenda “dor de barriga” à poderosa equipa da Argentina, facto confirmado pelo técnico Lionel Scaloni que, no final da partida, admitiu o receio de perder aquele que foi o seu centésimo jogo à frente da “Albiceleste”. Durante o duelo foi notório o medo estampado no seu rosto, perante uma equipa que, como ele próprio disse, “nunca desiste”.
“Este time nunca desiste”, enfatizou, antes de admitir — em meio a uma mistura de alívio e emoção: “Seria uma loucura perder no meu centésimo jogo, mas isso é futebol”.
Scaloni descreveu a partida frente à formação de Bubista como a mais significativa da sua carreira. O técnico argentino salientou que foi um jogo incrivelmente difícil, elogiou Cabo Verde, que, nas suas palavras, provou ser uma grande equipa.
Lionel Messi, a maior arma da Argentina, reconheceu a capacidade combativa dos Tubarões Azuis e admitiu que sabia desde o início que seria uma partida difícil. E isto, diz, ficou provado ao longo dos 120 minutos. Segundo o agora maior marcador da Copa, com 7 golos, a Argentina nunca conseguiu controlar completamente a disputa. Cabo Verde, disse, obrigou os campeões mundiais a jogar no seu melhor nível. E isto aconteceu, na sua visão, devido à forte organização defensiva e a capacidade de reação dos Tubarões de Bubista. Neste duelo, o que mais impressionou Messi foi a exibição do guarda-redes Vozinha, que fez várias defesas, uma delas de um remate isolado do atacante argentino.
A personalidade do povo cabo-verdiano ficou reflectida na partida entre Cabo Verde e Argentina, um jogo que, tal como os com Espanha e Uruguai, contrariou todos os prognósticos. O team do génio Messi teve uma vitória amarga, que acabou por engrandecer fundamentalmente a qualidade do futebol das ilhas atlânticas. Caso para se dizer “Ma casta d’raça e esse, han?!”
