Morte de cavalos leva Governo a prometer criar condições técnicas e financeiras para controlo de dopagem no hipismo

O Governo prometeu criar “todas as condições” humanas, técnicas e financeiras para possibilitar a realização de controlos de dopagem em competições e eventos oficiais e não oficiais e ainda fora do quadro desportivo, em particular no domínio do hipismo. Além desta medida, anunciada devido a notícia das mortes de três cavalos na ilha do Fogo após participarem numa corrida, o Executivo compromete-se a possibilitar o registo de todos os cavalos que participam em eventos desportivos em Cabo Verde.

“A materialização do controlo de dopagem nos animais, a breve trecho, servirá para proteger o desporto limpo, a verdade desportiva e, especialmente, a vida, a saúde e a integridade dos animais”, enfatiza o gabinete do Executivo em nota de imprensa.

No comunicado, o Palácio da Várzea diz que vem acompanhando, através da Organização Nacional Antidopagem de Cabo Verde, o “lamentável” caso da morte de cavalos em S. Filipe, na ilha do Fogo. O Executivo enfatiza que, tendo em conta a repercussão do caso na imprensa e nas redes sociais, que falam de suspeitas de doping como a provável causa de morte de “Foguete”, “Vulcão” e “América Dreams” na festa do município de S. Filipe, a ONAD-CV tem estado em permanente contacto com as autoridades competentes no sentido de perceber a possibilidade de averiguação do sucedido. (…) uma vez que a investigação deste caso ultrapassa o estrito âmbito das competências da ONAD-CV, podendo eventualmente haver responsabilidade criminal.”

Cabo Verde, prossegue a nota, ainda não possui uma federação de hipismo que enforme e formalize as competições, estando as provas equestres circunscritas às associações regionais, aos municípios e entusiastas da modalidade. Este vácuo associativo, salienta o Governo, faz com que C. Verde ainda não esteja filiado na Federação Equestre Internacional e aderir ao Código de Conduta desta organização. Além disso, o Executivo enaltece que o bem-estar do cavalo é fundamental e que nunca deve ser subordinado a influências comerciais ou competitivas.

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