Os Tubarões Azuis estão definitivamente a regressar com os “pés azarados” para as competições internacionais, após uma brilhante participação na Copa. A seleção, agora comandada por Humberto Bettencourt, substituto de Bubista, encaixou hoje à tarde a segunda derrota consecutiva nos jogos de apuramento para a CAN ’27, resultado que começa a alimentar pedidos de demissão do novo selecionador nas redes sociais.
Depois de uma pesada derrota contra Mali, a expectativa era que Cabo Verde voltasse às vitórias no jogo contra Ruanda, que marcou o reencontro da seleção com os adeptos no Estádio Nacional, onde alcançou a histórica qualificação para o Mundial. Aliás, Bettencourt assegurou mesmo que a equipa iria dar hoje “alegria” aos cabo-verdianos, mas o resultado foi o inverso.
Os “tubarões” até que começaram a disputa com agressividade e domínio da bola. Aos 39 minutos, Gilson Benchimol inaugurou o marcador e fez a claque nacional acreditar que o predador dos mares estava de volta. Mas foi sol de pouca dura. Ainda antes do intervalo, aos 46 minutos, Niyomugabo empatou o placar.
Os “Tubarões Azuis” ainda tinham a segunda parte para demonstrar a sua veia vencedora, mas Ruanda entrou a marcar, por Tatou. Dois a um, resultado que fechou a contenda, mais uma derrota a contar para a seleção. Um recomeço atribulado, que piorou as contas de apuramento no grupo K.
Em declarações à imprensa após o jogo, Humberto Bettencourt enalteceu a postura dos pupilos no arranque da partida, mas, na sua visão, a equipa perdeu porque aconteceu uma quebra de concentração. “Houve uma quebra de concentração – não de organização –, que tem muito a ver com o aspecto comportamental, que é algo treinável. Mas é difícil numa semana mudar hábitos e comportamentos, tentar regular o estado emocional de um indivíduo para que consiga ter equilíbrio emocional durante um jogo”, assim exprimiu o técnico principal da seleção, que diz encarar essa situação como uma oportunidade de crescimento.
Humberto Bettencourt salientou que Cabo Verde entrou em campo para ganhar. Aliás, sublinhou que nenhum treinador prepara a sua equipa para perder. Nesta lógica, assume que do outro lado havia também um técnico e jogadores com competência e com o mesmo plano: vencer. E foi esse o desfecho – a segunda derrota de Cabo Verde no regresso às provas africanas, cenário que ameaça ainda mais o apuramento para a CAN, embora ainda estejam 12 pontos em jogo. O próximo embate será contra Libéria, que partilha o fim da tabela da poule com Cabo Verde.
