A Caminhada d’Vav realiza, entre os dias 3 e 5 de julho, a quarta edição da Volta Soncent Trail, uma iniciativa que reúne oito caminheiros num percurso de 115 quilómetros à volta de São Vicente para assinalar o 50.º aniversário da Independência de Cabo Verde. Esta atividade visa ainda promover a valorização dos trilhos históricos e do património natural da ilha.
Durante três dias, os participantes, com idades compreendidas entre os 16 e os 58 anos, vão percorrer 33 trilhos considerados emblemáticos, numa experiência que alia resistência física, espírito de equipa e contacto com a natureza. A edição deste ano termina na tarde de 5 de julho, data em que se celebra a Independência Nacional e é também uma expressão do Orgulho Cabo-verdiano.
O percurso, informa o promotor Álvaro “Vav” Cruz, está dividido em três etapas. A primeira liga o centro da cidade a São Pedro, passando pela cadeia montanhosa do noroeste, incluindo o Monte Cara e o Farol Dona Amélia. No segundo dia, os caminheiros seguem de São Pedro a Calhau, numa etapa de 39,5 quilómetros, atravessando locais como a antiga aldeia de Calheta, o Madeiral e o Vulcão de Viana.
“A terceira e última etapa, no domingo, percorre 41,5 quilómetros entre Calhau e Mindelo. Os caminheiros irão passar pelo histórico Mato Inglês, o trilho secular do Monte Verde, ponto mais alto da ilha, sem esquecer o palco da Baía das Gatas, o mais antigo festival de música do país. A meta simbólica é a praia da Lajinha, onde a Volta será concluída a meio da tarde de domingo”.
Diz a organização que a logística, produção e comunicação do evento são asseguradas pelos membros da Caminhada d’VAV, com o apoio de parceiros locais, entre os quais a Associação de Pescadores de S. Pedro. Informa que estes caminhos constituem um importante património histórico, cultural e ambiental, além de representarem um recurso com potencial para o desenvolvimento do turismo de natureza.
Com mais de duas décadas de atividade, a Caminhada d’Vav organiza regularmente caminhadas ecológicas em São Vicente, procurando sensibilizar para a preservação dos antigos trilhos da ilha, muitos deles construídos por pastores e agricultores e atualmente ameaçados pelo abandono e pela erosão.
