Donald Trump

Trump ameaça “fechar” redes sociais nos EUA

O presidente Donald Trump divulgou hoje, na sua conta no Twitter, uma mensagem em que afirma que o seu governo irá “regular fortemente” ou fechar as plataformas de mídia social nos Estados Unidos da América “antes de permitir” que elas “silenciem totalmente as vozes conservadoras”. Segundo Trump, é essa a percepção do Partido Republicano. 

“Nós vimos o que elas tentaram fazer, e fracassaram, em 2016”, disse Trump, referindo-se à actuação das redes sociais nas eleições presidenciais americanas. “Os republicanos sentem que as plataformas de redes sociais silenciam as vozes conservadoras. Vamos regulá-las fortemente, ou fechá-las, antes de permitirmos que isto aconteça”, escreveu no Twitter, acrescentando que isso foi tentado nas eleições de 2016. A mensagem termina com uma ordem: “Aprendam a comportar-se, AGORA!!!!”, acrescentou.

Ontem, o Twitter assinalou uma publicação de Donald Trump sobre os perigos do voto por correspondência com um ponto de exclamação que direcciona para uma ligação que permite conferir a veracidade da mensagem — foi a primeira vez que fez isto a uma publicação de Trump, após anos de críticas que apontavam o dedo à empresa por ser benevolente com as informações duvidosas transmitidas pelos líderes políticos.

Pouco tempo depois, o Presidente acusou a empresa de estar a interferir nas eleições de 2020 e a amordaçar a liberdade de expressão. 

Fonte: Agências Internacionais

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Caixa Economica disparo

Cerca de mil contos roubados no assalto à agência da CECV: Suspeito identificado

Cerca de mil contos terão sido levados na manhã de hoje da agência da Caixa Económica de Cabo Verde em Fonte Cônego em São Vicente, na sequência de um assalto perpetrado por um motoqueiro. A informação é avançada por fonte ligada àquela instituição financeira, mas não foi ainda confirmada pelas autoridades policiais, que ainda estão no terreno a investigar este assalto, que acordou hoje a ilha do Porto Grande e surpreendeu os mindelenses pela sua audácia.

De acordo com a nossa fonte, foram efectuados três disparos durante o assalto e não dois como o Mindelinsite tinha avançado anteriormente. O meliante – que estava trajado de fato-macaco e usava capacete e óculos escuros -, terá levado perto de mil contos, dinheiro que na altura os funcionários tinham no balcão. Ao que tudo indica, as autoridades já têm um suspeito em vista, que foi captado pelas câmaras de segurança do banco. Além disso, clientes que estavam no espaço terão identificado a moto. O ladrão fugiu do local do crime numa moto que tinha estacionado nas proximidades do banco.

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Totoloto

Cruz Vermelha retoma extracções do Totoloto, Joker e Lotaria Nacional

A Cruz Vermelha de Cabo Verde pretende retomar os jogos sociais, a nível nacional, a partir do dia 01 de Junho, suspensos deste o aparecimento dos primeiros casos no país como medida preventiva para debelar o contagio pelo novo coronavírus. Alerta no entanto que, perante as actuais dificuldades de transporte interlilhas e até a normalização da situação, a data das extracções semanais serão às terças-feiras, podendo ser pontualmente alterada, garantindo contudo a sua periodicidade.

Em comunicado, a Cruz Vermelha explica que, perante a situação da Covid-19 no país, impunha-se uma tomada urgente de medidas definidas pelas autoridades sanitárias, como o garantir do distanciamento social e a permanência de pessoas em confinamento. Foram então suspensas os os jogos sociais – Totoloto, Jocker e Lotaria Nacional – após a sua última extração realizada a 29 de março do ano em curso.

“Foi uma decisão corajosa e dura, mas precisa, não obstante, trazer sérias perdas financeiras para a Cruz Vermelha de Cabo Verde. Para esta instituição filantrópica, primeiro está Cabo Verde e consequentemente as suas gentes, pelo que não se podia correr o risco de permeabilizar o contágio do SARS Cov-2, uma doença, ainda desconhecida e de contágio avassalador”, justifica.

Agora, perante os sinais de abrandamento, apontando para a estagnação do número de infectados, o departamento de Jogos Social da Cruz Vermelha avisa aos apostadores e o público em geral que, a partir de 01 de junho, próxima segunda-feira, vai retomar a nível nacional, o concurso nº 14 dos  jogos  sociais. Mas será uma retoma com limitações por conta das dificuldades de transporte e até à normalização da situação. Por exemplo, o dia programado para as extrações semanais dos sorteios do Totoloto e do Joker muda de domingo para terças-feiras. 

Todavia, considerando o contexto em que se vive no país e a imprevisibilidade dos transportes, a data das extrações dos jogos, podem ser pontualmente alteradas, garantindo contudo, a sua periodicidade”, clarifica, aproveitando para pedir aos apostadores para consultarem os agentes e as plataformas de comunicação da Cruz Vermelha, nomeadamente o facebook do totoloto, com alguma frequência, para estarem atualizados com as datas de fecho dos concursos em cada concelho.

Avisa ainda que, desde o passado dia 25 de maio, iniciou o pagamento dos prémios do concurso nº 13, último realizado antes da suspensão das apostas, pelo que pede aos vencedores que procedam ao levantamento do mesmo, em qualquer agência. Aos apostadores e público em geral pede que sejam cumpridas as medidas de precaução à propagação da Covid-19, como a utilização de máscaras, lavagem das mãos e distanciamento social.

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Caixa Economica assalto

São Vicente: Assalto à mão armada na agência da Caixa Económica Fonte Cônego

A agência da Caixa Económica de Cabo Verde em Fonte Cônego, ilha de São Vicente, foi alvo de um assalto à mão armada na manhã desta quarta-feira. Testemunhas oculares relatam que um indivíduo chegou por volta das 8h20 de moto, entrou na agência e anunciou o assalto. Ao que tudo indica, terá conseguido levar algum dinheiro porque algumas notas caíram no chão na porta do banco. As autoridades policiais já estão no terreno. 

O assalto terá ocorrido pouco depois da abertura da agência e foi muito rápido. O indivíduo aproximou-se do balcão como se fosse um cliente, sacou de uma arma de fogo e anunciou o assalto, para surpresa dos funcionários. Este terá efectuado dois disparos, um dentro e um segundo, que atingiu a porta do banco. Mas não há registo de ferimentos dos funcionários e nem dos clientes que àquela hora já se encontravam no espaço. 

Disparo que atingiu a porta do banco

Após o meliante sair do banco, os funcionários accionaram as autoridades e um forte aparato policial deslocou-se ao local. A preocupação era tanta que, inclusive alguns agentes da PN que estavam de passagem pelo banco foram chamados para reforçar o efectivo, ainda no terreno.

O Mindelinsite tentou ouvir a gerência da Caixa, mas esta preferiu não se pronunciar por enquanto. Já o Comandante Regional da PN limitou-se a dizer que ainda estão a investigar e que não dispõe de muitos elementos pelo que, a reagir, terá de ser numa outra oportunidade.

Entretanto, à frente da agência da Caixa Económica concentrou um grande número de curiosos que queriam inteirar-se deste assalto à mão armada, algo praticamente inédito em S. Vicente. O Mindelinsite promete continuar a acompanhar este caso e trazer mais informações aos seus leitores.

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Stanley Ho

Morreu o magnata Stanley Ho, que deteve 27% do capital da Caixa Económica

Morreu hoje aos 98 anos o magnata do jogo de Macau Stanley Ho, que chegou a comprar a participação de  27% do banco Montepio Geral na Caixa Económica de Cabo Verde. A noticia foi revelada pela imprensa local em Hong Kong, que realça que o empresário foi responsável pela construção de vários casinos em Portugal. 

Figura incontornável em Macau e um dos homens mais ricos da Ásia há décadas, a fortuna pessoal de Ho foi estimada em 6,4 mil milhões de dólares (5,9 mil milhões de euros), quando se reformou em 2018, apenas alguns meses antes do 97.º aniversário, referiu o jornal South China Morning Post, de Hong Kong, cidade onde vivia. É ainda considerado um exemplo acabado de um ‘self-made man’. Stanley Ho fica para a história como o magnata dos casinos de Macau, terra que abraçou como sua e cujo desenvolvimento surge indissociavelmente ligado ao seu império do jogo.

Em Cabo Verde, o magnata chinês adquiriu, através da sua empresa, a GeoCapital, a participação de 27,44% detida pelo Montepio Geral (Portugal) na Caixa Económica. Em 2018, nove anos depois de entrar no sistema financeiro cabo-verdiano e na altura segundo maior accionista do banco, anunciou a sua saída, vendendo a totalidade das acções que detinha.

Tudo indica que o reforço do peso do Estado na estrutura accionista da CECV com a entrada do INPS, terá pesado na decisão da GeoCapital. Esta deixava entretanto em aberto a possibilidade de voltar a investir no arquipélago, uma aposta que considerou positivo por ter “contribuído decisivamente para um conjunto de orientações estratégicas que conduziram a Caixa num processo gradual de transformação que proporcionaram um crescimento muito sustentado e permitiram a sua afirmação como banco líder em alguns dos indicadores do sistema financeiro.”

Mas não foi apenas do mercado cabo-verdiano que a empresa afastou. Alienou participações que detinha no Variglog, Brasil (2007), no Moza Banco, Moçambique (2013). No caso de Moçambique, a venda antecedeu um novo investimento, no Banco Mais, com a compra de 25% do capital.

Com sede em Macau, a GeoCapital actua nas áreas da banca, infraestruturas e biocombustíveis. Stanley Ho, o seu mentor, é a figura mais carismática do jogo naquela província chinesa e foi a partir do sector que construiu o seu império. Até 2002, deteve o monopólio da actividade, através da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), cuja liderança deixou aos 96 anos. Desde então este papel vem sendo assumido pela filha Daisy Ho.

Este ano, aos 96 anos, deixou a liderança da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), papel que foi assumido pela sua filha Daisy Ho. Apesar do papel preponderante, começou a perder terreno para os concorrentes. Em 2017, os lucros da SJM caíram 15%, em comparação com 2016. Contudo, continuou a ser muito relevante. Participações na Melco e MGM (duas outras sociedades de jogo) permitem presença em cerca de 37% do negócio.

Foto:AFP

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Cidade da Praia

Covid-19: Cerca de 40% do total dos casos recuperados

Cerca de 40% dos casos confirmados de Covid-19 em Cabo Verde desde o primeiro diagnostico estão recuperados, revelou hoje em conferência de imprensa o Director Nacional de Saúde, que considera este ser um “bom número”. Artur Correia prometeu, por isso, continuar com esta dinâmica numa altura em que o país contabiliza um total de 222 doentes activos, quase todos no concelho da Praia.

São 155 os doentes recuperados, sendo 98 do concelho da Praia, 53 na Boa Vista, três de São Vicente e um do Tarrafal. “Já fizemos 3.500 testes, uma média de 600 a 800 por semana, sobretudo nestas duas últimas. Neste momento no concelho da Praia, a taxa de incidência é de 1/1000. Significa que a epidemia está a diminuir na comunidade, mas a Covid-19 é uma doença em que 80% dos casos são assintomáticos”, frisou, realçando o facto de se conhecer apenas uma parte dos positivos através dos testes. 

Quanto aos dados de hoje, segundo Correia, foram notificados seis casos suspeitos, repartidos pelos concelhos da Praia (3), Tarrafal (2) e ilha da Boa Vista (1). Foram ainda confirmados dez infectados na Capital. Já em relação aos doentes internados, o número baixou para 227, a grande maioria no concelho da Praia, 33 em Trindade, um no Tarrafal e dois em Santa Cruz.

Temos 309 pessoas em quarentena: 266 da Praia, 18 de Santa Catarina, 2 do Tarrafal e 8 de São Domingos. Tínhamos três pessoas em São Filipe que sairam hoje depois que o teste do comandante do Praia d’ Aguada deu negativo. Temos ainda 15 pessoas em quarentena em S. Vicente,” detalha Correia.

São estes números que permitem ao DNS dizer neste momento que há uma evolução com tendência estacionária, com uma ligeira descida dos casos diários. “Esperemos continuar esta tendência. Vai depender do trabalho das autoridades, da população, do engajamento e responsabilidade de todos os intervenientes, quer a nível institucional como da população.”

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Tomas Aquino

Descontos do IRPS: Simetec pede intervenção urgente de Olavo Correia

O Simetec enviou uma missiva ao vice Primeiro-ministro, Olavo Correia, pedindo para que este interceda junto da Direcção Nacional das Receitas do Estado, no sentido de suspender a ordem dada às empresas para procederem ao desconto do IRPS sobre os 70% dos salários dos trabalhadores em Lay-Off. Alega que esta cobrança contraria o espirito e a letra das medidas adoptadas pelo Governo para proteger o emprego, o rendimento e às empresas durante a pandemia da Covid-19.

Segundo Tomas Aquino, há muitas incongruências nesta medida, realçando que a DNRE solicitou à estas empresas para descontarem a totalidade dos impostos, quando sabe que estas só pagam aos trabalhadores 35% dos seus salários. “A DNRE sabe, de igual modo, que o Governo isentou os trabalhadores e as empresas do pagamento das contribuições para o Instituto Nacional de Previdência Social, logo não faria qualquer sentido o mesmo não adoptasse a mesma posição em relação ao IRPS. Seria acusada de de dualidade de critérios, com o único objectivo de causar prejudico apenas ao instituto”, afirma o presidente do Simetec.

Este defende ainda que a DNRE não pode desconhecer que o Governo concedeu moratória às empresas, no que tange ao pagamento do IRPC, pelo que, no mínimo, e para que não fosse acusada de descriminação, teria de fazer o mesmo em relação ao IRPS. “Não pode desconhecer, por último, que o Governo também flexibilizou o pagamento do IVA, por parte dos empregadores, dando a estes a possibilidade de o liquidarem em prestações até dezembro deste ano, desde que provem que tiveram uma redução de 30%  do seu volume de negocio”, acrescenta, lembrando que, no caso dos trabalhadores, tiveram um corte de 30% no seu salário mensal. 

Foram estes argumentos que levaram o Simetec a recorrer ao VPM, pedindo-o para mandar suspender esta ordem por ser, sustenta o presidente, altamente penalizadora, injusta e discriminatória para com os trabalhadores colocados em regime de Lay-Off no momento em que mais precisam de apoio e gestos de solidariedade.

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Uni-CV FAED

Uni-CV clarifica questão dos estágios pedagogos

Em reação à noticia sob o título “Estudantes do 4º de Educação Física e Desporto da Uni-CV recusam repetir estágio” divulgada no jornal MindelInsite, no dia 16 de maio e assinada pela jornalista Constânça de Pina, a Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), exercendo o direito ao contraditório, mas sobretudo, querendo esclarecer o jornal, os estudantes e a opinião pública expõe o seguinte:

O Estágio Pedagógico é uma Unidade Curricular do Plano de Estudos do 4º ano do curso de Licenciatura em Educação Física e Desporto e decorre nos dois semestres (7º e 8º semestres), sendo que o 2º semestre foi interrompido logo no início por causa da pandemia do Covid 19. Por isso, não está em causa a repetição do estágio, mas sim, a retoma das atividades, para se concluir a parte que ainda falta. Nota-se que o Estágio Pedagógico do curso em causa decorre sobretudo em contexto da sala de aula, portanto, nas Escolas do Ensino Secundário que de momento estão inativas.  

A carga horária definida para este estágio refere-se às práticas de ensino que o estagiário deve desenvolver nas escolas de acolhimento, devendo, na medida do possível, cobrir o programa da disciplina de Educação Física ao longo do ano letivo, sob pena de ser posta em causa o desenvolvimento de competências que são fundamentais para o futuro professor.

A referência ao Ministério da Educação (ME) terá sido um equívoco dos estudantes e/ou ruído na comunicação com a jornalista, pois o ME não intervém na gestão dos cursos da Uni-CV. A Universidade de Cabo Verde é autónoma neste domínio. Desta forma, a decisão de adiamento dos estágios foi da Uni-CV considerando a suspensão do ano letivo nos subsistemas de ensino não superior, por causa da situação de contingência provocada pela pandemia do Covid-19. Com a suspensão das aulas no ensino básico e secundário, torna-se inviável a realização da prática pedagógica nas escolas, conforme é previsto nos planos de estudos para formação inicial de professores. 

Considerando que o adiamento dos estágios para os finalistas da Uni-CV no presente ano letivo resulta do estado de contingência que se vive no país, por causa da pandemia, os estudantes ficarão livres de quaisquer encargos perante a universidade.

Ver notícia no link: https://mindelinsite.com/desporto/estudantes-do-4o-de-educacao-fisica-e-desporto-da-uni-cv-recusam-repetir-estagio/

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Associação Empresarios Chineses CV

Associação de Empresários Chineses de Cabo Verde elege nova direcção em busca de uma maior integração

A Associação dos Empresários Chineses de Cabo Verde elegeu ontem novos órgãos sociais, que elencou como prioridade ajudar os seus associados a entender a legislação cabo-verdiana e buscar uma maior integração em São Vicente. Paulo Pan, presidente eleito da nova direcção desta associação, afirma que a anterior direcção era fechada e apatia, o que motivou esta nova eleição, antecedido da destituição dos órgãos anteriormente eleitos. 

O Secretário Du Yunyou explicou ao Mindelinsite que a associação foi criada faz três anos. No seu primeiro ano ainda chegou a desenvolver algumas actividades mas, nos últimos dois anos, tornou-se inactiva. “Isso nos prejudicou muito, enquanto associação comercial, mas também penalizou a própria sociedade chinesa como um todo. A ideia da criação da nossa associação era apoiar os nossos associados em todos os sentidos, desde o entendimento da língua, da legislação cabo-verdiana, de entre outros. Outro objectivo que falhou redondamente é a nossa integração na sociedade mindelense. Temos alguns associados que estão aqui há muitos anos e que ainda não entendem a língua local, ficam fechados no seu mundo”, indica. 

É tentando reverter este quadro de inatividade que alguns sócios antigos resolveram juntar para dar uma nova vida a esta associação. “Era a primeira fez que estávamos a criar uma associação e não sabíamos exactamente o que deveríamos fazer. Agora já temos alguma experiência acreditamos que podemos fazer muito para ajudar o colectivo de chineses na ilha e os mindelenses, com senso de honra e de responsabilidade. Queremos fazer um trabalho com mais cuidado e com impacto em São Vicente”, pontua. 

Foi neste sentido que, aproveitando o término do mandato da direcção anterior, decidiram avançar com uma nova equipa, liderada por Paulo Pan (presidente da direcção), Xu Wei (vice-presidente), Dy Yunyou (secretario-geral). Ainda Zhang Wuchen (presidente da Assembleia) e Xu Zhennan (vice-presidente) e Lv Guogiang (presidente do concelho fiscal).

Esta equipa vai ter a responsabilidade de dinamizar a associação, angariar mais sociais e desenvolver acções que permita uma maior integração, destacando como novas acções, por exemplo, algo similar a campanha de apoio às famílias carenciadas de S. Vicente, no quadro da Covid-19, em que, rapidamente, conseguiram mobilizar uma grande doação à CMSV. Também pretende estender as suas acções às ilhas de Santo Antão e S. Nicolau.

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Marie

França elege primeira presidente de câmara transgénero

Uma mulher transgénero foi eleita no sábado presidente da câmara de Tilloy-lez-Marchiennes, uma pequena vila de 550 habitantes no norte de França, quase junto à fronteira com a Bélgica. Marie Cau, de 55 anos, foi eleita pelo conselho municipal, que saiu do escrutínio de 15 de março e que incluía apenas membros da sua lista.

“Não sou activista”, declarou à AFP. “As pessoas não me elegeram porque sou transgénero ou não, elegeram um programa. É isso que é interessante: quando as coisas se tornam normais, ninguém nos aponta o dedo”, acrescentou. 

Cau foi eleita numa plataforma de sustentabilidade ecológica, de economia local e social, para viver melhor em conjunto. A lista “apolítica” intitulava-se “Decidir Juntos” e os candidatos conseguiram entre 63,5% e 73,1% dos votos, com uma abstenção de apenas 32%.

Residente em Tilloy-lez-Marchiennes há 20 anos, Cau é engenheira, com um diploma de técnica agrícola e horticultura, mas tem agora uma empresa de consultoria informática. Tem três filhos.

Começou a transição há 15 anos, sendo, desde há cinco, “completamente mulher”, apesar de ainda não ter alterado nos documentos, algo que diz ir fazer em breve (apesar de o processo ter sido facilitado em 2016, ainda requer uma ida ao tribunal). “Não precisei de mudar o meu primeiro nome porque Marie é o meu terceiro nome de nascimento e uso-o desde há dois anos, conforme me permite o Código Civil”, explicou.

Ontem, domingo, a ministra da Igualdade de Género francesa, Marlène Schiappa, deu-lhe os parabéns. “A visibilidade trans e, portanto, a luta contra a transfobia, também exigem o exercício de responsabilidades políticas ou públicas. Parabéns a Marie Cau!”, escreveu no Twitter.

C/DN.PT

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