Flores do Mindelo apresenta enredo com caras que marcaram e marcam esta cidade

O grupo Flores do Mindelo vai dar a conhecer este sábado, 19, aos mindelenses o seu enredo para o Carnaval 2019 “Um monte com cara de gente e um monte de gente cara”, tema da autoria de Emanuel Ribeiro que destaca São Vicente e figuras que marcaram esta ilha. Com um orçamento de oito mil e 300 contos, este grupo, que tem vindo a crescer, pretende colocar nas ruas de morada entre 800 ou mais figurantes, três caros alegóricos, dois tripés e várias figuras de destaque. Como já é tradição nestes casos, a direcção do grupo “fecha-se em copa” relativamente a outros detalhes do enredo antes da hora.

Para além do enredo do Carnaval 2019, Flores do Mindelo vai aproveitar esta festa para apresentar os casais mestre-sala e porta-bandeira, a rainha de bateria, as musas, sendo que todos residente na ilha de São Vicente. A música oficial do Carnaval, dedicada aos 140 anos do Mindelo, vai ser também tornada pública nesta festa que marca o arranque oficial do carnaval. “Mindelo: menina dos nossos olhos, o canteiro das nossas flores, o berço da nossa Baía, o gás da nossa folia, o chão que os nossos pés amassaram, a janela das nossas serenatas e a inspiração do nosso samba”, lê-se na justificativa do projecto deste grupo.

O autor Emanuel Ribeiro afirma, por seu lado, que a escola “mais florida do Mindelo” decidiu acender velas e cantar os parabéns a este burgo, que não trocaria por nenhum eldorado que, apesar de ter 140 anos, é ainda jovem, como a maioria das suas gentes. Nesse sentido, ao desenvolver este enredo, este decidiu invocar o orgulho dos cabo-verdianos, em particular dos mindelenses ao dizer que estas ilhas exóticas têm tudo e São Vicente pode vir a transformar-se num “Mónaco dos Trópicos”, desde que preserve aquilo que só existe aqui e ouse o futuro. “O que nos faz tão especiais é que somos tão poucos e temos tanta peculiaridade e tanto endemismo que vai da nossa flora e fauna até à nossa alma e cultura. E é toda essa originalidade de povo suigéneris que o grupo levará para a avenida em 2019. E vai ser lindo de ver e viver”, perspectiva.

É esta história que o grupo pretende contar neste carnaval, através de três carros alegóricos e dois tripés e um número de figurantes que poderá chegar aos 800 ou mais figurantes. “Já demos início aos trabalhos de confecção das peças para as alegorias. Já os ensaios estão previstos para se iniciar no dia 26 de Janeiro”, informa o director do Carnaval do Flores do Mindelo. “Pretendemos ir buscar os oito mil e 300 contos do projecto, nomeadamente na Câmara Municipal e no Ministério da Cultura e Indústrias Criativas, sendo até agora os valores certos. O montante restante buscaremos nas empresas e instituições locais e nacionais. Estamos a trabalhar para angariar o máximo de parceiros/patrocinadores para o Carnaval 2019”, acrescenta Nuno Jorge Gonçalves.

Tudo isso para atingir o objectivo de fazer um grande desfile e arrebatar o título de campeão. “O propósito é melhorar e superar, o que não nos desvia do nosso objectivo principal que é trazer o título de campeão que nos foge há oito carnavais”, finaliza.

Constânça de Pina

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PJ detém estrangeiro no Porto Grande na posse de cannabis

Um indivíduo de nacionalidade estrangeira, de 38 anos, foi detido em flagrante delito, numa embarcação que fazia a ligação Praia-São Vicente, na posse de duas bolsas contendo 425 gramas produtos estupefacientes. A detenção, revela a Polícia Judiciária, aconteceu no caís do Porto Grande quando este se preparava para desembarcar.

De acordo com informações divulgadas por esta polícia, após pesagem e submissão a teste rápido, o produto apreendido reagiu positivamente para cannabis (padjinha). Este tinha um peso total de 425 gramas. Já o detido, prossegue a mesma fonte, será presente esta segunda-feira, 14, às autoridades judiciais para aplicação de medidas de coação pessoal.

Anda na sequência, a PJ aprendeu outras três malas, separadas, contendo 64 bolotas de estupefacientes. Também estas ao serem submetidas a testes e pesagem reagiram para cannabis. O peso total da droga apreendida nestas três malas foi de 37.236 gramas. A suspeita é de que as malas tenham sido abandonadas pelos donos ao se aperceberam da sua presença no caís do Porto Grande, informa a assessoria de comunicação da PJ.

CP

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1ª Dama denuncia uso do seu nome em burla através das redes sociais

A Primeira-dama Lígia Fonseca denuncia um perfil falso criado no Facebook, usando seu nome para extorquir dinheiro a desavisados. O farsante apresentava a esposa do Presidente da República como accionista de um banco e pedia informações pessoais e profissionais aos seus amigos nas redes sociais, para depois solicitar transferência bancária como forma de investimento, que alegadamente poderia ser benéfico para ambos os lados.

“Os meus amigos desconfiaram, ao serem contactados por esta pessoa por causa da linguagem utilizada nas mensagens, com um português descuidado, mas também por esta estar a pedir informações que, a principio, tenho. Entraram em contacto comigo e usei as redes sociais para alertar as pessoas a terem cuidado, a não aceitarem outros pedidos de amizade meus de outras contas e a denunciarem o perfil”, explica.

A Primeira-dama, que também é advogada, optou por não procurar a Polícia Judiciaria para prestar queixa porque entende que nestes casos “é difícil as autoridades chegarem aos autores desta tentativa de burla, uma vez que é feita pelas redes sociais”, afirma.

Lígia Fonseca alega que todos estão sujeitos a este tipo de crime, fazendo uso recorrente do nome de políticos de todo o mundo. Inclusive, conta, recentemente o Presidente da República Jorge Carlos Fonseca também teve conhecimento de uma conta falsa criada para tentar enganar as pessoas nas redes sociais.

Por isso, a Primeira-Dama aconselha as pessoas a terem cuidado em quem confiam e interagem nestas novas plataformas virtual de amizade, “uma vez que nunca se pode ter a certeza de quem se encontra do outro lado”. Ao mesmo tempo pedem para serem cautelosos com as informações que disponibilizam “na rede”.

Sidneia Newton (Estagiária)

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Cabo-verdiano morre em incêndio no Luxemburgo

Um cabo-verdiano de 53 anos morreu na noite de ontem, vítima de um incêndio na sua residência em Beaufort, Luxemburgo. Este incidente aconteceu no início da noite, de acordo com informações prestadas pela polícia. A sua identidade não foi revelada ainda.

O alerta foi dado por volta da 19h30 de domingo e cerca de quatro dezenas de bombeiros deslocaram-se ao local para combater as chamas. A vítima foi encontrada inconsciente e retirada do local para serem prestados os primeiros socorros.

Mas, conforme o Coprs Grand-Ducal Incende & Secours explica em comunicado, apesar dos esforços, “as equipas não puderam reanimá-lo” e acabou por morrer.

As autoridades luxemburguesas revelaram ainda que foi aberto um processo de investigação para apurar a causa do acidente e esclarecer o que aconteceu.

Fonte: O Contacto

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Mundial de Kitesurf no Sal: Atletas começam a treinar e testar ondas da Ponta Preta

Os atletas que vão participar na primeira etapa do mundial de kitesurf na ilha do Sal, que acontece de 25 de Fevereiro a 03 de Março, começam a chegar ao nosso país para treinar e testar as ondas da Ponta Preta, informa o gerente da Nautic Sports Eventos (NSEventos), empresa responsável pela organização deste certame em Cabo Verde. Espera-se a participação dos atletas que integram o top 32 mundial, nas categorias masculino e feminino. “No ano passado tivemos 75 inscritos, entre os melhores do mundo. E alguns já começam a chegar ao país para treinar e testar as nossas ondas”, diz José “Djo” da Silva.

O sucesso na estreia de uma etapa do mundial do kitesurf na ilha do Sal, realizada de 17 a 24 de Fevereiro de 2018, determinou a repetição deste importante evento desportivo com forte projecção internacional do país. Para se ter uma ideia, diz José da Silva, o certame foi transmitido para mais de 70 países, com uma visualização acima de nove milhões de espectadores. “Estes números fazem-nos crer que o investimento feito pelo Governo e por todos os patrocinadores que acreditaram na pertinência de tal evento e no retorno que o país alcançará a médio/longo prazo é de facto valioso e bem aplicado”, pontua.

Por tudo isso, entende o gestor da Nautic Sports Eventos que esta etapa do mundial do kitesurf teve e continuará a ter um efeito positivo e contagiante em vários domínios, nomeadamente um aumento da demanda da prática de desportos náutico que permitiu um crescimento da actividade comercial. Esta contribuiu ainda para a promoção do destino Sal, para a diversificação dos produtos turísticos e, sobretudo, para abrir oportunidades aos jovens desportistas nacionais a nível da profissionalização da prática do kite surf.

Para este ano a novidade, indica Djó da Silva, é a parceria que a sua empresa firmou com a Green Studio, que irá garantir o live streaming da etapa, através do Green Sports e nas redes sociais, a nível nacional. “A Green Studio também está a desenvolver uma aplicação que nos ajudará a melhor comunicar com os seguidores do evento sobre a programação e mais informações”, ressalva este gestor, que justifica a criação do NSE precisamente para que este e outros eventos mundiais possam também ser realizados em Cabo Verde.

“Consideramos ter um know-how que nos permite continuar a realizar eventos de sucesso, que irão decerto garantir que o nosso país seja visto por milhões de espectadores e potenciais visitantes e contribuir para a consolidação do Sal como um destino seguro e privilegiado para acolhimento de campeonatos internacionais em África”, justifica José da Silva, que é também um kitesurfer com profundo conhecimento deste desporto.

A prova vai acontecer em Ponta Preta, considerado por kitesurfers de todo mundo um dos melhores points para a pratica deste desporto. Entretanto, na falta de ondas, de acordo com José Silva, a organização já elencou pelo menos dois lugares alternativos, no caso trás de Monte Leão e/ou Costa de Fragata, mais precisamente em Kite Beach. Para além da prova “World Tour”, que conta para a classificação mundial, está previsto também a realização de um “Bic Air”, que é basicamente uma exibição para o público.

Paralelamente, a NSEventos equaciona realizar uma competição nacional de kitesurf, ainda sem data marcada. José Silva explica que a fixação de uma data para esta prova, que contará com participação de atletas das ilhas de São Vicente, Sal e Boa Vista, vai depender das ondas. “Possivelmente esta competição nacional deverá acontecer em Fevereiro, mas vamos aguardar para ver quando teremos as melhores ondas. Mas esperamos realizar uma prova porque neste momento temos bons praticantes nestas ilhas”, finaliza.

Constânça de Pina

Foto:Kitesurfing

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Abraço a namorado leva à expulsão de aluna da universidade no Egipto

Uma aluna da universidade egípcia de Al Azhar foi expulsa desta instituição de ensino superior porque abraçou o namorado, fora do recinto universitário, após pedido de casamento. A universidade alega que este facto possui “um carácter especial” por ser um centro religioso e as suas decisões serem “coerentes com os valores da sociedade egípcia”.

É que a religião sunita, seguida pela maior parte dos egípcios, faz com que sigam tradições conservadoras, sobretudo às que envolvem as relações entre homens e mulheres, alega.

A estudante, que não foi identificada, está a ser chamada como “a aluna do abraço”. A cena aconteceu após esta ser filmada ao ser pedida em casamento pelo namorado. De acordo com a agência espanhola EFE, na cena romântica do pedido, o jovem teria ajoelhado à frente da namorada com um ramo de flores. Após esta aceitar o pedido,  o jovem abraçou-a e os dois rodopiaram.

Apesar do pedido de casamento ter acontecido num outro espaço, na Universidade de Mansura no Cairo, o comité de disciplina da universidade na qual a aluna estuda investigou o sucedido e decidiu pela expulsão da mesma, após analisar o vídeo difundido nas redes sociais. Ahmed Zaree, o porta-voz da agência EFE, refere, entretanto, que a aluna pode recorrer perante o Comité de Disciplina Supremo, porque a decisão ainda não é definitiva, o que decidirá se “confirma, reduz ou anula o castigo”.

Fonte: Público/EFE

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Edson “Sampê” Oliveira: “Nunca vivi de música. Mas música sempre foi meu sonho”

Edson Oliveira, ou apenas “Sampê” como é conhecido este jovem mindelense, dedica o seu tempo a mostrar Cabo Verde, através da música e dos serviços de guia turístico. São Vicente sempre foi sua inspiração, sua casa e viver noutras paragens não é opção, mesmo sabendo que a sua vida profissional na música poderia ser diferente. Inclusive chegou a desistir da carreira de professor de inglês, porque foi chamado para leccionar noutra ilha.

“Tive muitas oportunidades, mas nunca equacionei sair de São Vicente. Esta ilha era a minha base para me desenvolver na música. Mesmo neste momento em que as condições não são o que eram, produzimos bons artistas”, explica o cantor de Cruz João Évora, que diz nunca se ter arrependido da decisão de ficar.

Fez-se artista numa altura em que São Vicente foi considerado “capital da cultura” e, por isso, exigia muito dos artistas. O ambiente musical das noites do Mindelo fez com que estivesse em contacto com artistas como Bau, Chico Serra e outros, que o ajudaram a encontrar a sua “essência” na música tradicional. “Os mais antigos mostraram-me que a música tradicional não é abrir a boca e cantar. Ensinaram-me a cantá-la e o seu valor mais profundo.”

Sampê sente que o seu caminho na música foi acontecendo naturalmente, apesar de se ter esforçado muito, como as vezes que passava mais de seis horas a praticar. “Naquele tempo ganhava-se muito com a música em São Vicente, mas o ambiente era exigente. O público exigia qualidade no trabalho e isso fazia com que o esforço e a dedicação dos artistas fossem maiores”, explica com nostalgia.

Antes das noites cabo-verdianas, a sua zona, Cruz João Évora, também facilitou o seu apego à música, que acompanha a sua vida desde muito cedo. Mas imaginava que se iria se transformar num desportista, uma vez que jogava andebol. Um acidente de viação interrompeu os planos de Sampê no andebol e direcionou-o para outros sonhos escondidos, guiado pelo talento.

No início, tocava como hobby. Depois de concluir o liceu passei dois anos sem estudar. Sentava-me na praça com meus amigos e, por vezes, as quatro horas da madrugada apanhavam-me a tocar e a cantar”, explica. Da praça para os palcos, Oliveira aproveitou as actividades que aconteciam na vizinhança para dar o passo num caminho que não pondera deixar: o da música. “Não subi. Fui empurrado para o palco por amigos, numa actividade na minha zona. Depois disso passei a cantor oficial das atividades da Cruz”, diz em tom de brincadeira.

Como artista, já subiu aos maiores palcos em Cabo Verde. Também já pisou outros, além-fronteira. O seu estilo eclético ou polivalente na música, aliado ao seu gosto por desafios, fazem com que migre com facilidade do tradicional para o reggae ou para outros ritmos como o carnavalesco. “Não me via a cantar reggae, até ser convidado a integrar como vocalista a banda Dub Squad, que depois se transformou em Domu Africa.

O seu à vontade na morna e no reggae passou a ser notório. Se ao interpretar mornas “sentia”, com o reggae “libertava-se”. Começou a colecionar seguidores nos diferentes estilos e de diversas partes do mundo devido igualmente ao seu trabalho de guia. Nesse processo de se achar como artista, diz ter percebido na morna a sua inspiração e no reggae a sua vibração.

Por outro lado, e apesar dos 10 anos a interpretar músicas do carnaval do grupo Cruzeiros do Norte, este artista não se sente cantor de músicas do carnaval. Aliás, afirma que foi o grupo de Cruz João Évora que fez com que “o bichinho do carnaval” nascesse e crescesse. Hoje é fã desta festa.

Com a recente viagem ao Brasil, Edson Oliveira regressou com a ideia de investir na apresentação do carnaval como um produto turístico, o ano inteiro, nos seus serviços de guia. Para além disso, Edson Oliveira com trinta e seis anos de juventude, nutre também o sonho de gravar um CD a solo. Sente que este é um sonho que vai adiando. “Não quero gravar só por gravar. No dia em que o fizer, as pessoas podem ter a certeza de que vão ter um trabalho com qualidade e que me mostre assim como sou”, promete.

Sidneia Newton (Estagiária)

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Mindelo recebe seminário para explorar oportunidades de negócios com Índia

São Vicente recebe na próxima quinta-feira, 17, um seminário promovido pela Câmara do Comércio de Barlavento e pela embaixada da Índia, com o objectivo de explorar as oportunidades de negócios entre operadores dos dois países.

Cabo Verde esta na mira do Governo da Índia, segundo os objetivos apontados para os próximos três anos, devendo abrir 18 novas embaixadas em África e reforçar assim a sua ofensiva económica para com o continente. É que este alega que, de 2005 à 2016, o comércio entre este que é o segundo país mais populoso do Mundo e a África cresceu cinco vezes, atingindo 57 mil milhões de dólares.

Durante o seminário do Mindelo o embaixador da Índia, H.E Rajeev Kumar, vai apresentar aos operadores económicos de Barlavento as potencialidades e oportunidades de uma das maiores economias mundiais. O enfoque estará, no entanto, no sector dos softwares, cujo rápido e robusto crescimento vem impulsionando a modernização de toda a economia do país e a exportação de serviços de Tecnologia de Informação (TI).

Acompanha o embaixador da Índia nesta missão à Cabo Verde um grupo de investidores indicados e representantes de várias empresas. Estes terão encontros personalizados de negócios com os empresários desta região. Do lado de Cabo Verde, o convidado especial é o vice-PM, Olavo Correia, que vai basear a sua intervenção nas principais linhas de cooperação entre os dois países.

CP

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Donald Trump acusado de esconder conversas com Putin

O presidente dos Estados Unidos tentou esconder detalhes das suas conversas com o presidente russo Vladmir Putin, noticia o Washington Post. Este jornal garante que Donald Trump ficou com os apontamentos do intérprete e proibiu aos seus assessores de comentarem o que tinha acontecido com os outros funcionários da administração.

Segundo a reportagem, isto aconteceu, por exemplo, numa reunião com Putin em 2017, em Hamburgo, em que também participou o secretário de Estado Rex Tillerson. Ao que tudo indica, as autoridades americanas tomaram conhecimento das acções de Trump quando um consultor da Casa Branca e um alto funcionário do Departamento de Estado quiseram ter mais informações através do intérprete, para além de um resumo partilhado por Tillerson.

Concluiu-se que não havia qualquer registo pormenorizado, nem mesmo em arquivos classificados, de pelo menos cinco encontros nos últimos dois anos. A fonte do Post afirma que Trump tem tentado esconder as suas conversas com Putin do escrutínio público e impedir que até funcionários de topo da sua Administração saibam o que ele disse a um dos principais adversários dos EUA.

Este segredo em torno desses encontros contraria aquilo que tem sido o comportamento habitual dos presidentes norte-americanos, que geralmente confiavam em seus assessores seniores que os testemunhavam, registando tudo o que era dito para depois reportagem aos vários departamentos.

Em declarações à Fox News, Trump negou todas as acusações. “Tive uma conversa, como todos os presidentes têm. Sentamo-nos com os presidentes de vários países. Tivemos uma óptima conversa, conversamos sobre Israel e a sua segurança, e uma série de outras coisas. Foi uma conversa óptima. Não estou a tentar esconder nada. Não me importo com isso”, declarou.

Furioso com investigação do FBI

Entretanto este Domingo, e como já é habitual, o presidente dos EUA utilizou a rede social twitter para atacar tudo em todos devido às suspeitas de que teria – de forna inadvertida ou voluntária – trabalhado para servir os interesses da Rússia antes e depois das eleições. Trump acusou o jornal e os jornalistas mas também o próprio FBI e o antigo líder dos serviços secretos, James Comey, que despediu depois de ter entrado em choque com ele.

O jornal New Iorque Times garante que as investigações do FBI às relações de Trump com a Rússia começaram após o despedimento de Comey, em Maio de 2017. “Na sequência do despedimento do director do FBI James Comey, os serviços secretos foram ficando cada vez mais receosos de que as acções do presidente pudessem constituir actividades anti-americanas”, noticia o jornal.

Nessa lógica, acrescentou aquele jornal, o despedimento de Comey poderia ser encarado como uma forma de “obstrução à justiça”. A investigação terá sido absorvida pelas diligências, ainda em curso, relativas à alegada ingerência da Rússia nas últimas eleições presidenciais. No entanto, o NYT diz que ainda “não foram apresentadas quaisquer evidências de que Trump estivesse secretamente em contacto ou tivesse recebido instruções de responsáveis russos”.

Esta ressalva não impediu o presidente de distribuir insultos, em particular em relação a James Comey, assumindo a felicidade de tê-lo despedido.

C/DN

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PJ detém jovem suspeito de praticar roubo com moto

A Polícia Judiciária deteve fora de flagrante ontem, sexta-feira, 11 de Janeiro, um jovem de 20 anos, suspeito de roubo, em São Vicente. De acordo com esta polícia, o indivíduo é suspeito de ser coautor de pelos menos 13 crimes de roubo por esticão sobre pessoas, com uso de violência, praticadas em várias zonas da cidade do Mindelo.

A PJ acredita que, na prática dos crimes, os suspeitos teriam utilizado uma moto, que foi apreendida pela Polícia Nacional, por circular de forma irregular. Recorda-se que nos últimos tempos foi notícia, pelo menos por duas vezes, a pratica de roubo em que os meliantes fugiram de moto. Um dos casos aconteceu na Laginha.

Esta polícia de investigação informa ainda que um outro indivíduo de 34 anos foi também detido na sexta-feira pela Brigada de Crimes contra Pessoas, suspeito da pratica de dois crimes sexuais com penetração agravada, um crime de agressão na forma tentada e um crime de agressão sexual.

Os dois detidos serão presentes às autoridades judiciais, possivelmente hoje, para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.

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