Cabo Verde acolhe esta quinta-feira, 16, uma reunião da Comissão Executiva da Associação de Comités Olímpicos Nacionais (ANOC), órgão de concertação e decisão do movimento olímpico mundial. O encontro, que acontece pela primeira vez no país, terá lugar num dos hotéis da ilha do Sal, sob acolhimento do Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC).
Diz o gabinete do Ministro Adjunto do Primeiro-ministro para Juventude e Desporto que a Comissão Executiva da ANOC desempenha um papel central no acompanhamento das orientações estratégicas da organização, na articulação com as associações continentais de Comités Olímpicos Nacionais e no reforço da unidade e cooperação no seio do movimento olímpico.
Neste sentido, reunirá, pela primeira vez em Cabo Verde, algumas das mais altas lideranças do movimento olímpico mundial, com a presença de representantes das diferentes associações continentais e estruturas do olimpismo internacional. “A realização desta reunião em Cabo Verde representa um momento de elevado significado institucional, afirmando o país como palco de diálogo, cooperação e reflexão sobre o presente e o futuro da governação do movimento olímpico internacional. Trata- se igualmente da primeira vez, em 15 anos, que este encontro se realiza em solo africano”, específica.
A cerimónia de abertura será presidida pelo Ministro Adjunto do Primeiro-Ministro para a Juventude e Desporto, Carlos Do Canto Monteiro, marcando o arranque oficial dos trabalhos e reforçando a importância institucional do evento para Cabo Verde e para o movimento olímpico internacional.
Este encontro ocorre um dia depois da inauguração da nova sede do COC, simbolizando uma nova etapa para o desporto nacional e a credibilidade do país na organização de eventos internacionais. O edifício, de acordo com a presidente, Filomena Fortes, traduz a concretização de um projecto ambicioso e diferenciador no contexto africano, por ter sido concebido como um espaço 100 por cento sustentável.
Foi construído com cerca de 80% de materiais reciclados e recursos locais, que permitiram reduzir os custos em mais de 30%, ao mesmo tempo que promove soluções ecológicas, como o reaproveitamento de água e o uso de energias renováveis, no caso solar. Contou com um financiamento inicial de 200 mil dólares do Comité Olímpico Internacional, tendo o COC mobilizado recursos adicionais junto da Associação dos Comités Olímpicos Nacionais Africanos e parceiros nacionais, nomeadamente a Câmara Municipal da Praia.
